Deputados analisam as verbas para segurança Os investimentos do Estado na área da segurança pública foram alvo de um amplo debate, ontem, entre deputados integrantes da Comissão de Administração Pública e representantes da Polícia Civil. A maioria dos parlamentares do Colegiado mostrou-se interessada em saber qual a capacidade real de recursos que o Governo tem a destinar às polícias Militar, Civil e Corpo de Bombeiros, agora sob a coordenação da Secretaria de Defesa Social. O chefe da Polícia Civil, delegado Manoel Carneiro, foi sabatinado pelos parlamentares e não conseguiu responder a todos os questionamentos.Durante a reunião, alguns deputados fizeram, inclusive, críticas ao general Adalberto Bueno (titular da Defesa Social), pelo fato de ter dito, na Imprensa, que o Estado não dispõe de dinheiro para investir em segurança pública e culpar administrações anteriores pela crise no setor.O presidente da Comissão de Administração, deputado Ranilson Ramos (PSB), foi um dos que admitiu estar decepcionado com a postura do general. Ele lembrou que o secret ário esteve na Comissão de Justiça da Assembléia Legislativa, defendendo a criação do novo modelo de gestão, e afirmou que não faltariam recursos do Governo para a Defesa Social. “Agora, ele vem com um argumento inteiramente contrário ao que disse aqui na AL. Estou decepcionado porque, em vez de dar explicações técnicas para justificar a ineficiência da proposta desse sistema unificado, está entrando na seara política, atacando o ex-governador Miguel Arraes”, criticou Ramos. Os deputados José Queiroz e Fernando Lupa concordaram com o presidente da Comissão.Apesar da polêmica, Ranilson Ramos considerou positiva a reunião com integrantes da Polícia Civil, pois foram retiradas várias propostas dos deputados, que permitirão ao Poder Legislativo acompanhar e apoiar as ações do novo modelo de segurança no Estado. O deputado Ranilson Ramos também lembrou que os próximos passos para aprofundar esse debate serão a convocação do comandante da Polícia Militar, coronel Roberto Carvalho, e do general Adalberto Bueno, que vão prestar esclarecimentos à Comissão de Administração. O chefe da Polícia Civil, delegado Manoel Carneiro, também fez uma análise positiva do debate e lembrou que a instituição está preocupada em reduzir os índices de violência no Estado. “Instalaremos, na Rua Gervásio Pires, a Delegacia de Homicídios, onde a população vai contar com serviços de plantão, durante 24 horas, para que as ocorrências sejam registradas com a rapidez necessária, a fim de proporcionar melhores resultados às investigações”, disse. (Cláudia Lucena)