Aglailson pede reavaliação no corte de verbas federais O corte de verbas federais dos programas sociais, em torno de R$ 2 bilhões, motivou ontem um apelo do deputado José Aglailson (PSB) ao presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, ao vice Marco Maciel e ao ministro da Fazenda, Pedro Malan, no sentido de reavaliar a redução dos recursos.Segundo o parlamentar, a redução de verbas atingirá 25 programas sociais do Governo federal. “São programas que atendem à população de baixa renda, aos verdadeiros necessitados, aos pobres e carentes da Nação. Mais uma vez estamos presenciando o Governo federal impor suas normas, suas medidas unilaterais, para atender aos interesses e às metas impostas pelos verdadeiros donos do Brasil”.Para José Aglailson, reduzir os parcos recursos sociais já existentes “é o mesmo que relegar a um plano inferior nossa dignidade como seres humanos. É o mesmo que relegar ao nível mais baixo a importância do cidadão para a construção e o desenvolvimento de uma nação”.Segurança O deputado José Aglailson voltou ontem, também, a apelar ao governador Jarbas Vasconcelos e ao secretário de Defesa Social, Adalberto Bueno, para que recebam uma comissão dos concursados da Polícia Civil e para Agentes de Segurança Penitenciária a fim de tratar da homologação e admissão dos mesmos.Para justificar sua solicitação, o parlamentar argumentou que a violência em Pernambuco é crescente, e citou o caso do filho do seu colega deputado Hélio Urquisa que se encontra seqüestrado sem que a polícia tenha encontrado qualquer pista do seu paradeiro. “Também a minha família já foi vítima da violência, quando minha esposa teve o carro baleado na estrada de Glória de Goitá, próxima a Vitória de Santo Antão, sem que o criminoso fosse identificado”.O deputado disse que o Estado está em meio ao caos social. O povo está com fome, sem emprego, sem segurança e a educação não existe. “Então perguntamos: que sociedade é essa? Como podemos afirmar que vivemos em um meio social organizado e capaz de assegurar o respeito e a dignidade dos seus cidadãos?”.Para José Aglailson, a si tuação das delegacias é constrangedora: “máquinas de datilografia quebradas, onde deveriam ser encontrados computadores, e detentos e acusados de crime empilhados em celas imundas sem espaço físico adequado. Enquanto isso, os presídios estão superlotados e são administrados por policiais-militares, por não haver pessoal especializado, como os agentes de segurança penitenciária, para fazê-lo”.O parlamentar disse querer um compromisso das autoridades governamentais no sentido de agilizar a admissão dos concursados para renovar o modelo de funcionamento da polícia. O pronunciamento de Aglailson mereceu o aparte favorável dos deputados Antonio Moraes (PSB) e Carlos Lapa (PSB). (A M)