A Reunião Plenária dessa quarta foi marcada por embates entre Governo e Oposição, após os oposicionistas defenderem a convocação da Força Nacional para atuar em Pernambuco. Joel da Harpa, do Podemos, afirmou que o número de policiais disponíveis no estado não é suficiente para garantir a segurança. “Nesse momento, exclusivamente, há uma necessidade sobretudo devido ao número de efetivo que nós temos no estado de Pernambuco. É preciso a Força Nacional vir para auxiliar o serviço das polícias.”
O líder da Oposição, Sílvio Costa Filho, do PRB, repercutiu os dados da violência em Pernambuco. Ele afirmou que nos 32 meses da gestão Paulo Câmara, já são mais de 12 mil assassinatos. Em defesa do Governo, Tony Gel, do PMDB, declarou que convocar a Força Nacional é ir de encontro à soberania da polícia pernambucana. Lucas Ramos, do PSB, questionou a eficiência de trazer a Força Nacional para o estado. “Vão servir cerca de 120 policiais ligados à Força Nacional, quando nós temos 184 municípios, o que representaria menos de um homem por cidade.”
Rodrigo Novaes, do PSD, enfatizou os investimentos anunciados pelo Governo do Estado para a segurança pública, como a valorização das carreiras policiais e aquisição de novas viaturas, motocicletas e helicópteros. Sobre as melhorias, Priscila Krause, do Democratas, afirmou que o o Governo ainda não cumpriu o que prometeu. A parlamentar apresentou dados que, segundo ela, foram retirados do Portal da Transparência. “Dos 811 carros, foram entregues 172. Das 700 motos anunciadas, 25. Dos oito ônibus, micro-ônibus e vans, nenhum. Foram anunciados dois helicópteros, nenhum foi entregue. Dos 5.100 profissionais anunciados, 1.500 devem começar amanhã.”
Waldemar Borges, do PSB, disse que questões burocráticas atrasaram a entrega dos equipamentos, mas que as medidas anunciadas vão ser cumpridas.
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