A Comissão de Educação recebeu, nesta segunda, o secretário estadual de Educação, Alexandre Schneider, para apresentar um relatório de indicadores educacionais referentes ao ano de 2023. A exposição dos dados é uma obrigação estabelecida pela Lei Estadual de Responsabilidade Educacional. Um dos destaques da apresentação do secretário foi a redução de 15% no número de professores temporários, substituídos por aprovados em concurso público. A rede estadual passou a ter 20 mil e 500 professores concursados em 2023, contra 16 mil temporários.
Apesar do aumento de concursados e da previsão de contratar quase 10 mil novos professores por meio de concurso até o fim de 2024, o secretário foi cobrado sobre a convocação de docentes do cadastro de reserva e também dos aprovados para cargos como os de analista em gestão educacional. Alexandre Schneider não confirmou o chamado imediato desses profissionais, mas destacou que a governadora pretende continuar ampliando a rede.
“A gente entende que eles nos cobrem e entende também que o próprio sindicato tenha essa cobrança. A gente já fez bastante. A gente já chamou, até o fim do ano vão ser 10 mil professores, praticamente. 10 mil professores de uma rede que tem um pouco mais de 30 mil ativos. Então um terço da rede está sendo chamada nessa gestão. E a gente pretende continuar estruturando a rede de acordo com as diretrizes da governadora Raquel Lyra.”
Em relação ao investimento na infraestrutura das escolas, Alexandre Schneider anunciou a ampliação dos contratos de manutenção e a climatização de toda a rede até o fim de 2025. “A gente vai ampliar os contratos de manutenção, e no caso da climatização, a gente começou essa gestão com 216 escolas e vai terminar esses dois primeiros anos, esse biênio, com mais de 500 escolas, 583. É um número bastante expressivo e a ideia é a gente antecipar a meta do Governo do Estado, que era de climatizar todas as unidades até o fim de 2026 para o fim de 2025.”
Para o presidente da Comissão de Educação, deputado Waldemar Borges, do PSB, os números apresentados pelo secretário de Educação revelam alguns avanços no setor em Pernambuco. Mas ele avaliou que houve também retrocessos, e cobrou a manutenção dos bons resultados obtidos pelo Estado nos últimos anos.
“O que Pernambuco fez em termos de evolução na educação do ensino médio foi algo gigantesco. Pernambuco saiu lá de baixo, os governos anteriores, lá para trás, deixaram a educação de Pernambuco no chão, e ela foi resgatada, avançou muito, foi para a cabeceira do ranking da educação no Brasil e a gente precisa garantir que não haja retrocesso nessa área.”
Também participaram da reunião os deputados Dani Portela, do PSOL; Diogo Moraes, do PSB; João Paulo, do PT e Renato Antunes, do PL. Da parte da sociedade civil, compuseram a mesa representantes de entidades como o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco, a União dos Estudantes Secundaristas de Pernambuco e o Conselho Estadual de Educação, além do Ministério Público Estadual.
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