As principais ações realizadas pela Secretaria Estadual de Saúde no período de janeiro a abril de 2021 foram relatadas, na manhã dessa terça, durante reunião extraordinária da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa. Coube ao secretário André Longo a apresentação da prestação de contas do setor, em cumprimento à lei federal que exige o detalhamento da gestão de recursos vinculados ao Sistema Único de Saúde. O relatório apontou o investimento de 1,3 bilhão de reais no primeiro quadrimestre, um valor que excedeu em 2% o montante destinado à Saúde no mesmo período de 2020, já com a pandemia de Covid em curso.
O fortalecimento da rede de assistência, com a abertura de novos leitos, resultou na redução das taxas de mortalidade e de contágio da doença, segundo André Longo: “Pernambuco teve a coragem, e acho que os resultados que hoje mostro, Pernambuco foi pela coragem de fazer o enfrentamento resistindo ao negacionismo, resistindo às fórmulas fáceis, para o enfrentamento, tendo a coragem de fazer os investimentos necessários na ampliação da rede, como bem destacou a deputada, com um olhar especial para o Interior do Estado”.
O secretário de Saúde também relatou a maior contratação de profissionais da história, o que corresponde a mais de nove mil trabalhadores, além do acolhimento de um mil e quinhentos novos residentes. Na avaliação do gestor, os números do quadrimestre indicam a possibilidade de desmobilização dos leitos de UTI exclusivos para Covid a partir de julho, com destinação ao tratamento de outras doenças. Para André Longo, o grande marco do quadrimestre foi a vacinação em massa, com a aplicação de mais de quatro milhões de doses: “Se tudo correr como se espera, devemos ter toda a população acima de 18 anos vacinada até setembro, e teríamos toda a população vacinada até dezembro com a segunda dose. Então essa é a nossa expectativa caso se mantenham as entregas”.
Outra projeção feita pelo representante do Governo é de um segundo semestre com indicadores melhores, avançando no plano de convivência com Covid-19, e com atenção ao processo de retomada econômica. Além de deputados, a reunião contou com a participação de representantes de entidades do setor de saúde. A presidente do Sindicato dos Enfermeiros de Pernambuco, Ludmila Outtes, cobrou medidas para reduzir a superlotação nas emergências dos hospitais: “As macas, inclusive do SAMU, ficando retidas porque não tem leitos para esses pacientes, muitas dessas macas no chão, então isso é ruim para os pacientes e é ruim para os profissionais que precisam atender em condições muito precárias, e o número de pacientes muito maior, porque o dimensionamento da enfermagem, por exemplo, não houve alteração apesar de ter essa superlotação maior do que o normal nos hospitais”.
Ludmila Outtes apontou, ainda, que existem leitos desativados por falta de profissionais em unidades sob gestão de Organizações Sociais de Saúde, a exemplo do Hospital Miguel Arraes, localizado no município do Paulista. A informação foi contestada pelo secretário de Saúde. Já o coordenador da Comissão de Análise de Orçamento do Conselho Estadual de Saúde, Euclides Monteiro, ressaltou o empenho dos profissionais da linha de frente no combate à Covid. E o papel da Alepe no controle social dos gastos do estado na área.
A presidente do Colegiado, deputada Roberta Arraes, do PP, enfatizou as ações de interiorização do atendimento hospitalar: “É necessário enfatizar a atenção do Governo para a descentralização dos serviços de saúde, em especial, as vagas de UTI, equipando as cidades do interior de Pernambuco em áreas onde muitas vezes havia um vazio enorme nesse tipo de suporte. A expansão da rede de saúde foi ainda mais intensa no interior do estado, onde a oferta de leitos de UTI cresceu 185%”.
O deputado Marco Aurélio Meu Amigo, do PRTB, parabenizou a condução da saúde e pediu prioridade na vacinação para a categoria dos garçons. Em resposta ao deputado, André Longo informou que o Governo segue a ordem de imunização prevista pelo comitê do plano nacional de vacinação.
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