A deficiência da atenção básica, prestada pelos municípios, e os acidentes de moto foram apontados como os principais problemas na saúde pública do Estado pelo secretário da pasta, Iran Costa. Ele apresentou o relatório do segundo quadrimestre de 2017, nessa sexta, na Alepe. Conforme os dados, a área contou com um leve incremento no volume de recursos, de um bilhão, 370 milhões de reais no ano passado para um bilhão, 470 milhões de reais. O valor representa quase 15% da arrecadação estadual, percentual acima dos 12% exigidos pela lei. O gestor destacou o fortalecimento de pequenas unidades nos municípios como a principal ação dos últimos meses. “Um foco principal da gente é interiorizar as ações em saúde até como forma de deixar a saúde mais perto do cidadão e também desafogar as grandes emergências e os grandes hospitais da Região Metropolitana”. De acordo com Iran Costa, os investimentos incluíram a inauguração da UPA de Ouricuri, no Sertão do Araripe; a implantação de um setor de cardiologia no Hospital Mestre Vitalino, em Caruaru, no Agreste Central; e a ampliação da capacidade de cirurgias no Hospital Dom Moura, em Garanhuns, no Agreste Meridional e no Emília Câmara, em Afogados da Ingazeira, no Sertão do Pajeú. Na Região Metropolitana, os destaques foram a instalação de aparelhos de tomografia computadorizada no Hospital da Restauração e no Getúlio Vargas e a criação de 10 novos leitos de UTI no Hospital Otávio de Freitas. Foram contratados 974 novos servidores de acordo com o relatório, que apontou queda no número de cesáreas em unidades do Estado, de 70 para menos de 50%, e a elevação em 52% da quantidade de procedimentos de transplantes de órgãos.
O líder do Governo, deputado Isaltino Nascimento, do PSB, que presidiu a audiência, considerou que os números são positivos tendo em vista o cenário de crise econômica dos últimos três anos. “Pernambuco é o primeiro estado do Nordeste em número de investimentos. Em todas as áreas houve um crescimento do quadrimestre passado para esse quadrimestre, seja na produção ambulatorial, na questão do internamento. Ou seja, a gente está cumprindo a legislação, estabelecendo aí o compromisso do Governo de fazer o melhor possível”.
Representantes da OAB e do Ministério Público, além de técnicos da Secretaria de Saúde, acompanharam a apresentação do relatório.
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