A situação de cento e vinte e duas famílias do bairro Jardim Monte Verde, no Recife, foi debatida na Comissão de Cidadania, nesta quinta. Desde o ano 2000, elas aguardam novas moradias, depois de terem perdido as casas num deslizamento. Os moradores dizem ter dificuldades para falar com a Prefeitura da capital. A presidente do Grupo Lutas por Moradias de Jardim Monte Verde, Elzanilza Maria da Silva, conta que o valor recebido de auxílio-moradia é insuficiente para alugar um imóvel. “Com 200 reais não se paga um aluguel, tem que fazer o complemento. No caso, eu pago 450 reais. A minha comunidade está sofrendo muito com isso, porque nós não temos a resposta certa do Poder Público.”

Elzanilza Maria da Silva representa famílias do bairro Jardim Monte Verde, no Recife
Foto: João Bita/Alepe
Cerca de duzentas e quarenta famílias foram afetadas pelos deslizamentos do ano 2000, em Jardim Monte Verde. Cento e vinte receberam novas casas em 2005, e as outras aguardam até hoje. O Secretário de Habitação do Recife, Carlos Fernando Ferreira Filho, participou da reunião. Ele explicou que as moradias são concedidas em parceria com o programa Minha Casa Minha Vida, do Governo Federal, que está parado desde 2015. “O programa se encontra suspenso, aguardando o retorno dele, que é a dita fase 3. A Prefeitura do Recife se comprometeu a agilizar, dar encaminhamento à solução habitacional do restante da comunidade de Jardim Monte Verde. Mas também a gente colocou pra comunidade que eles também ajudem, indiquem algum terreno, alguma área lá perto da comunidade que possa ser futuramente edificado lá um habitacional para acomodar o restante dessas famílias.”
Elzanilza Maria da Silva informou que já havia levado sugestões de terrenos, mas nenhum foi aprovado pela Secretaria de Habitação. Para o presidente da Comissão, deputado Edilson Silva, do PSOL, foi um avanço proporcionar o encontro do Secretário com a representante da comunidade. “Me parece que o critério para o atendimento das famílias é o critério de força política. A gente já conseguiu estabelecer uma relação em que a comunidade chamou a atenção do Poder Público.”
O deputado também anunciou que a Comissão de Cidadania vai encaminhar à Prefeitura um pedido de informação, sobre os critérios que determinam a ordem de entrega das moradias.
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