O incremento nas cirurgias e no número de leitos públicos em Pernambuco foram destacados pela secretária estadual de saúde, Zilda Cavalcanti, durante a prestação de contas da pasta aos deputados da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa. O relatório apresentado nesta quarta foi relativo ao terceiro quadrimestre do ano passado. Os indicadores apontaram um aumento de 25% nas cirurgias eletivas em relação ao mesmo período do ano anterior, 2022, e um crescimento de 5% na cobertura da atenção básica. O tesouro estadual investiu quase cinco bilhões e meio de reais na área, 17,5% da receita líquida. Esse valor representa 68% do total de recursos destinados para a saúde. “O Tesouro do Estado ele entra com um recurso muito superior ao que entra o Governo Federal, quando a gente entenderia que o SUS é tripartite e que a parcela do Governo Federal deveria ser bem maior, para que a gente realmente consiga financiar a saúde pública com a quantidade de usuários do SUS que a gente tem no estado de Pernambuco, inclusive lembrando que o estado de Pernambuco, além disso, também é referência para todo Nordeste, então, a gente aqui atende pessoas dos estados circunvizinhos.”
Mais de sete milhões e meio de pernambucanos dependem do SUS. Isso representa, em média, 84% da população do Estado, mas a dependência passa dos 90% no interior do Estado. Zilda Cavalcanti citou ações da pasta para descentralizar os serviços, como a implantação de uma emergência cardiológica no Hospital Eduardo Campos, em Serra Talhada, no Sertão do Pajeú, e a inauguração de 20 novos leitos no Hospital Santa Maria, em Araripina, no Sertão do Araripe. Mas relatou dificuldades para fechar a escala de médicos devido à escassez de profissionais interessados nas vagas. A secretária disse ainda que o Estado está tentando ampliar a oferta de hemodiálise e que, apesar da defasagem da tabela do SUS que afasta prestadores, houve um aumento de 3% ou 70 novas vagas.
Ainda no último quadrimestre de 2023, a Secretaria de Saúde lançou um plano de contingência das Arboviroses. Zilda Cavalcanti acredita que a ação foi essencial para evitar o avanço desenfreado da dengue, como visto em outros estados. Questionada pelo deputado Sileno Guedes, do PSB, sobre planos de inaugurar novos hospitais, a secretária afirmou que a prioridade do governo é melhorar a estrutura e ampliar os serviços nas unidades já existentes na rede. Mas garantiu que as cinco maternidades que constam no plano de governo da atual gestão serão inauguradas, assim como o novo hospital de trauma fora da Região Metropolitana, para reduzir a superlotação no Hospital da Restauração.
A deputada Socorro Pimentel, do União, também defendeu a descentralização da saúde e deu como exemplo o crescente número de vítimas de sinistros com moto na região do Araripe, que necessitam, quase sempre, se deslocar para o Recife. Presidente da Comissão de Saúde, o deputado Adalto Santos, do PP, sugeriu incremento nas ações da Lei Seca como forma de tentar reduzir a pressão no sistema. Ele também relatou visita da bancada do partido dele ao HR e elogiou o empenho da equipe da Secretaria. “Fizemos visita ao Hospital da Restauração segunda-feira passada, destinamos R$ 9 milhões em emendas para lá, e a gente viu que existe dificuldade ainda, mas fomos atendidos pelo diretor que disse também que tudo está em andamento, e eu acredito, gente, que todo mundo quer acertar. E acertar não é fácil, se fosse fácil estava tudo mil maravilhas.”
A prestação de contas teve a participação, ainda, de representantes do Conselho Estadual de Saúde. O relatório completo está disponível no site da Assembleia, www.alepe.pe.br.
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