Saúde pública e liberdade religiosa nas escolas são temas no Plenário

Em 26/05/2026
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Denúncias feitas por deputados da oposição na imprensa sobre a saúde pública em Pernambuco repercutiram na reunião plenária da Alepe, nesta terça. Parlamentares governistas defenderam a atual gestão e destacaram ações do Governo para reestruturar a área. Luciano Duque, do Podemos, reconheceu que a saúde pública de Pernambuco enfrenta problemas estruturais históricos, mas destacou ações atuais de reorganização do setor. Segundo ele, a ampliação e a modernização das unidades vem sendo realizada sem interromper o atendimento à população. “Tenho visto obras acontecendo, equipamentos chegando, maternidades sendo construídas, novos serviços sendo implantados e os hospitais regionais sendo fortalecidos e toda a rede hospitalar aqui da Capital.”

a deputada Socorro Pimentel, do PSD, comemorou a passagem da governadora Raquel Lyra pelo Sertão do Araripe, na semana passada, para entrega de equipamentos para a saúde e autorização de obras. Dentre as ações do Governo, ela destacou a concessão de um mamógrafo a Ouricuri, bem como a construção de uma nova maternidade no município. Além disso, enalteceu a assinatura da ordem de serviço para as obras da Adutora de Negreiros; o compromisso com a pavimentação da VPE-700, que liga Araripina ao Ceará, e as autorizações para a construção de um Centro de Atendimento Multidisciplinar Inclusivo e de mais uma creche. A deputada registrou, ainda, a inauguração de dois Centros de Referência da Mulher e a entrega de ônibus escolares para a região. Durante muito tempo, o povo sertanejo ouviu promessas. Durante muito tempo, obras importantes ficaram apenas no discurso. Durante muito tempo, demandas históricas foram esquecidas. Mas Pernambuco vive hoje uma nova realidade.”

Renato Antunes, do Novo, destacou a votação da proposta que institui a Política Estadual de Proteção e Exercício da Liberdade Religiosa no Ambiente Educacional. A matéria foi aprovada em primeira discussão como um substitutivo que reuniu quatro projetos de lei de autoria dele e dos deputados Adalto Santos e Joel da Harpa, ambos do PP. De acordo com Antunes, a iniciativa é importante para garantir a liberdade religiosa nas escolas. “Inicialmente era intervalo bíblico sim, porque ele foi pensado sobretudo naquilo que vocês sofreram nas escolas como perseguição, mas que de maneira democrática e plural atendesse todas as religiões, acatamos emenda apresentada, e se tornou intervalo religioso, garantindo também aos nossos irmãos na fé católica, espíritas, que também queiram se organizar, possam fazê-lo.”

Abimael Santos, do PL, cobrou o Governo do Estado por falhas em serviços terceirizados. O deputado denunciou a interrupção de uma obra de pavimentação em Cortês, na Mata Sul, orçada em aproximadamente cinco milhões de reais. Segundo ele, a empresa contratada não pagou os maquinistas, gerando uma greve. Segundo os maquinistas, a empresa  não quer pagar. E eles perguntam: é o Governo que não está pagando a empresa? Eles não dizem, não querem atender e pelo jeito ou querem dar um calote nas máquinas, nos rolos, nas retro, ou tem ciência desse meio.”

Abimael ainda denunciou uma crise no presídio de Itaquitinga, na Mata Norte, onde vigilantes de uma empresa terceirizada estariam há quatro meses sem salário.

Eriberto Filho, do PSB, repercutiu o Dia Estadual de Combate ao Abuso Sexual e à Violência contra Crianças e Adolescentes, celebrado em 18 de maio. Segundo o parlamentar, abusos cometidos em espaços que deveriam oferecer acolhimento e proteção precisam ser combatidos. “Nenhum tipo de violência sexual será tolerado, relativizado ou escondido. Que o Maio Laranja, portanto, seja não apenas um marco no calendário, mas a renovação de um compromisso permanente desta Casa e de toda a sociedade pernambucana com o tema.”

Edson Vieira, do Podemos, manifestou preocupação com os impactos do fim da “taxa das blusinhas” no Polo de Confecções do Agreste. A medida zerou o imposto de importação sobre compras internacionais de até 50 dólares, o que, de acordo com o parlamentar, afetaria diretamente a cadeia produtiva da região. “Com essa medida do Governo Federal, está chegando o produto da China sem imposto no Polo de Confecções, enquanto o nosso produto aqui paga uma alta taxa tributária, tem alta carga trabalhista, e a gente vê o Governo dando incentivo para que o produto de fora chegue sem o imposto devido a nossa região e prejudicando milhares de trabalhadores.”