A suposta tentativa de aliança do PSB de Pernambuco com o Partido dos Trabalhadores foi criticada por parlamentares da bancada de Oposição no Plenário dessa quarta. Álvaro Porto, do PTB, afirmou que os socialistas tentam enganar a população com propagandas mentirosas, e que apesar de chamarem o Governo federal de “golpista”, o PSB apoiou o impeachment da ex-presidente Dilma: “Nesse processo de reaproximação, os socialistas negam até mesmo decisões públicas para derrubar a ex-presidente Dilma Rousseff. Diante da impopularidade do Governo Temer, é bem oportuno fazer de conta que nada tem a ver com que acontece no país, e se for para afinar com o PT e tirar proveito eleitoral do ex-presidente Lula em Pernambuco, é mais apropriado ainda.”
Álvaro Porto ainda lembrou operações da Polícia Federal que investigam membros ligados ao Governo. O líder da Oposição, deputado Sílvio Costa Filho, do PRB, declarou que o posicionamento socialista para se aliar ao PT é dúbio e oportunista, pois o PSB estaria tentando impedir a candidatura própria dos petistas nas eleições para governador. Teresa Leitão, do PT, reforçou a suspeita e destacou que o apoio do PSB foi decisivo no processo de impeachment de Dilma.
O deputado Júlio Cavalcanti, do PTB, destacou a situação das estradas de Pernambuco. Segundo o parlamentar, o Governo do Estado não investe nas rodovias as verbas arrecadadas por impostos como o IPVA. Para Cavalcanti, as vias estão em péssimas condições de tráfego, mal sinalizadas e com buracos, principalmente no Interior do Estado.
O deputado Edilson Silva, do PSOL, declarou solidariedade às vítimas da tragédia do edifício Wilton Paes de Almeida, que desabou em São Paulo após um incêndio na madrugada do 1º de maio. O parlamentar manifestou apoio aos movimentos sociais que lutam por moradia, e criticou setores contrários à causa, que segundo ele, classificam os manifestantes como criminosos: “Existem aí setores da mídia, até aqui de Pernambuco, com essa discussão absolutamente desnecessária e fascista. Nós temos aqui, na Região Metropolitana, muitos habitacionais que foram construídos com essa luta bastante digna dos movimentos sociais. Eu acompanho, ali, a ocupação Che Guevara, em Caruaru, onde os próprios movimentos sociais estão construindo um habitacional a custo muito mais baixo do que aquilo que foi colocado pela Caixa Econômica Federal.”
A visita da bancada de Oposição ao Hemope, na última sexta, foi tema do pronunciamento do deputado Sílvio Costa Filho, do PRB. O parlamentar denunciou que o local está em condições estruturais precárias, com infiltrações e falta de materiais de trabalho. Costa Filho ainda acusou o Governo do Estado de não cumprir com a promessa de implementar o plano de cargos e carreiras dos servidores do órgão. Ele sugeriu que a Comissão de Saúde da Alepe realize audiência pública para debater a situação do Hemope.
A deputada Teresa Leitão, do PT, subiu à tribuna para falar sobre a contratação de pessoal, pelo Governo do Estado, para a Secretaria de Educação. Segundo Teresa, o Governo ainda não convocou todos os aprovados no último concurso da área, mas autorizou, por meio de decreto no último dia 26, a admissão de funcionários temporários. A parlamentar pediu explicações sobre o caso. “Têm cargos e funções aqui que não são do nosso conhecimento. Não constam, inclusive, da apresentação do relatório anual que, por força de lei, o secretário de Educação faz no âmbito da Comissão de Educação. E sem dizer salários, fica difícil a gente dar crédito ao argumento do Governo de que não pode contratar ninguém por causa da Lei de Responsabilidade Fiscal. Isso aqui não tem despesa não?”
As críticas em torno da taxa cobrada pelo Detran pela vistoria obrigatória para transferência de propriedade de veículos foi abordada por Antônio Moraes, do PP. O deputado explicou que o valor de 150 reais só é aplicado quando o serviço for realizado por empresas privadas credenciadas ao órgão. Para quem optar em fazer a vistoria no próprio Detran, o preço é de 48 reais.
O deputado Eduíno Brito, do PP, destacou, em Plenário, a portaria ministerial que altera a lei dos fundos constitucionais. Para o parlamentar, a mudança prejudica a economia do Nordeste: “São fundos que foram criados para fomentar, desenvolver e diminuir as desigualdades regionais. Quando ele diz que diminuiu o prazo para pagamento para 18 meses, que antes era de 48, significa dizer que, no mínimo, muito menos empresas irão fazer uso desse fundo. E esses recursos, que seriam para o desenvolvimento do Nordeste, acabam ficando no BNDES, para financiar o Sudeste do País.”
O deputado Alberto Feitosa, do Solidariedade, abordou o processo de privatização do Aeroporto do Recife. O parlamentar destacou que a estrutura é lucrativa e gera renda para o estado. Feitosa também alertou para os possíveis riscos dessa privatização para o Nordeste, como a deficiência na manutenção dos aeroportos de menor porte, colocando em segundo plano as parcerias entre a Infraero e o Governo do Estado, o que pode afetar a atração de turistas.
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