O decreto de intervenção federal na segurança do estado do Rio de Janeiro pautou discursos na Reunião Plenária dessa terça, na Assembleia. A deputada Laura Gomes, do PSB, teme que essa seja uma operação de caráter eleitoreiro, e afirma que a sociedade brasileira merece explicações sobre a decisão. “Essa situação abre um leque de dúvidas, cujo esclarecimento será fundamental aos destinos do País e da perspectiva da democracia ou do autoritarismo. Eu estou muito preocupada com esse momento. Tenho certeza que é uma preocupação de todos e todas em nosso país.”
Joel da Harpa, do Podemos, chamou a medida do Governo Temer de “midiática” e “paliativa”. O deputado lembrou que o avanço da criminalidade não se limita ao Rio de Janeiro, e é um problema enfrentado em todo o território nacional. “Se o Exército não resolver a demanda da segurança pública ali no Rio de Janeiro, que eu acredito que não vai resolver, quem vai resolver? Então, na verdade, o que se precisa, o que o Governo Federal precisa fazer é trazer investimentos na área de segurança pública e ajudar os estados a combater essa criminalidade.” Joel da Harpa acrescentou que o debate sobre a maioridade penal e a flexibilização do porte de armas são medidas mais urgentes para o país.
Em repercussão à reportagem do Bom Dia Pernambuco, da Rede Globo, que denunciou a falta de bolsas de colostomia fornecidas pelo Estado, o deputado Edilson Silva, do PSOL, criticou a Secretaria de Saúde e cobrou soluções. “Nós temos pessoas que estão há 120 dias utilizando sacolinha de plástico de supermercado e pote de margarina porque o Governo do Estado diz que não tem condições de comprar o equipamento correto, aquelas sacolas médicas.”
A deputada Terezinha Nunes, do PSDB, comemorou a instalação do centro de referência de doenças raras em Pernambuco, conquista anunciada na última reunião da Frente Parlamentar em Defesa das Pessoas com Deficiência.
O deputado Rodrigo Novaes, do PSD, repercutiu a situação da estiagem no Sertão de Pernambuco. Ele fez um apelo aos órgãos responsáveis pelo combate à seca, pedindo a construção de barragens que possam abastecer a região. “É preciso que se faça alguma coisa, é preciso que a Codevasf, órgão importante do combate à estiagem no semiárido, que o DNOCS, Departamento de Obras Contra a Seca, e também o Governo do Estado, através da Secretaria de Agricultura, possam se esforçar mais para fazer com que os investimentos cheguem à região do semiárido.”
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