Ações para conter o avanço do coronavírus em Pernambuco foram defendidas durante a reunião plenária dessa segunda, na Assembleia Legislativa. Vários parlamentares revelaram preocupação com as notícias falsas sobre o vírus divulgadas nas redes sociais, que estariam confundindo a população. Presidente da Comissão de Saúde da Alepe, a deputada Roberta Arraes, do PP, reforçou a orientação para que se busque informações sobre como se proteger diante do surto apenas nos sites das secretarias de saúde.
A parlamentar ainda salientou medidas adotadas pelo Governo de Pernambuco, a exemplo do projeto de lei encaminhado à Assembleia ampliando o quadro de profissionais do Hospital Universitário Oswaldo Cruz, no Recife: “A expectativa é que sejam chamados 120 profissionais. O objetivo é reforçar o quadro de profissionais, com médicos infectologistas, enfermeiros, diaristas e plantonistas já aprovados em concursos públicos realizados pela Secretaria e pela Universidade de Pernambuco. Além disso, o secretário informou que foram repassados 120 mil reais para o Hospital Universitário Oswaldo Cruz e o mesmo valor para o Hospital Correia Picanço, referência para o atendimento do público infantil”.
Pastor Cleiton Collins, do PP, sugeriu a criação de uma Frente Parlamentar para acompanhar a implementação de políticas públicas relacionadas ao coronavírus. O deputado também pediu ao Governo do Estado que produza material informativo para levar mais orientações às comunidades carentes. Já o deputado Henrique Queiroz Filho, do PL, alertou que a proximidade da Páscoa e do São João exige do Estado e das prefeituras ações de prevenção no Interior: “Taxistas e os motoristas de aplicativos em operação em nosso Estado receberam treinamento. Mas é preciso que ampliem o acesso das orientações para as empresas de ônibus dos municípios com vocação turística, seja do turismo sazonal ou de negócios.”
A atuação de policiais militares durante o Carnaval em Pernambuco pautou discursos em Plenário. A deputada Jô Cavalcanti, do mandato coletivo Juntas, do PSOL, denunciou a censura de PMs a shows de bandas locais. De acordo com a parlamentar, músicos de grupos como Devotos, Janete Saiu para Beber, além do cantor China, sofreram repressão enquanto se apresentavam nos polos de Carnaval: “Quem deu a ordem aos policiais para proibir música de Chico Science durante o Carnaval é uma pergunta. Desde quando a polícia tem essa atribuição é outra pergunta”.
O deputado Joel da Harpa, do PP, afirmou que a Polícia Militar demonstrou profissionalismo e dedicação durante os festejos. E que os excessos cometidos foram poucos: “Fala-se dos excessos, que se for comparar ao número de policiais que trabalhou na rua, é irrisório. Então não trazer para tribuna, em primeiro lugar, a atenção e o atendimento, a prestação do serviço, a importância desses profissionais, e trazer apenas aquele que cometeu, aqui e ali um erro, isso é, na minha visão, de uma intolerância muito grande”.
Para o deputado João Paulo, do PCdoB, não se pode negar que houve excessos na atuação policial. Na reunião dessa segunda, o parlamentar ainda foi à tribuna destacar o tom crítico ao Governo Bolsonaro nos desfiles de rua, e no enredo de escolas de samba do Rio de Janeiro e de São Paulo.
Fabrizio Ferraz, do PHS, anunciou em plenário o projeto de lei para facilitar a emissão de Guias de Trânsito Animal no Estado. A proposta envolve a criação de um aplicativo de smartphone para emitir de forma ágil o documento oficial que comprova a sanidade do animal para fins de transporte.
Ainda na reunião dessa segunda, os deputados aprovaram em plenário o parecer da Comissão de Justiça pela rejeição de um projeto relativo à isenção de taxa de inscrição em concursos públicos para pessoas que forem convocadas a trabalhar nas eleições. Autor da matéria, Antonio Fernando, do PSC, argumentou que outros Estados já adotaram a medida, e contestou o parecer do colegiado. Relator do projeto na Comissão de Justiça, Antônio Moraes, do PP, justificou que dar isenção a determinado segmento implicaria em aumentar as taxas dos concursos, e que o colegiado teve o entendimento unânime de rejeitar a medida.
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