A demarcação de moradias vizinhas ao Complexo Prisional do Curado, no Recife, foi denunciada pelo deputado Edilson Silva, do PSOL, no Plenário desta quarta. O parlamentar contou que foi procurado por moradores de 24 residências próximas ao presídio. Eles relataram que técnicos da Prefeitura do Recife e do Governo do Estado teriam feito marcações nas casas e informado que elas seriam demolidas por causa de uma obra. Essa situação teria começado após as fugas registradas no Complexo do Curado, em janeiro deste ano. “As pessoas estão desesperadas. Só se sabe de ouvir falar que vão fazer o envelopamento do muro, que querem fazer uma estrada. E a população não sabe de nada. É preciso que haja diálogo. É preciso que as famílias participem. É preciso que se discuta com a sociedade, com as entidades, com as instituições quais são as alternativas possíveis. Eu estou a cada dia mais convencido de que aquele complexo prisional não pode mais ficar naquela comunidade.”
A escala de policiais militares, civis e bombeiros em eventos particulares foi criticada pelo deputado Joel da Harpa, do PTN. Ele citou como exemplos jogos de futebol e a Paixão de Cristo de Nova Jerusalém. De acordo com o parlamentar, os policiais devem fazer a segurança das ruas e do entorno de grandes eventos, mas os organizadores deveriam ser responsáveis por contratar a segurança interna. “Deveriam contratar da iniciativa privada segurança, para fazer a sua segurança interna, e não colocar os policiais, que acabam saindo das ruas, acabam deixando seu serviço dentro dos municípios, acabam sendo retirados do seu serviço cotidiano, para prestar serviço para a iniciativa privada, para prestar serviço para os eventos fechados. O policial não pode trabalhar na sua folga em nenhum tipo de serviço de segurança. Ou seja: se na sua folga ele não pode prestar serviço de segurança para nenhum empresário, por que ele está prestando esse serviço de segurança para os empresários, escalado no seu próprio serviço?”
Joel da Harpa caracterizou o caso como desvio de função e informou que vai denunciar a situação ao Ministério Público Estadual.
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