Resumo do Plenário

Em 23/02/2017
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A sensação de insegurança da população às vésperas do Carnaval foi o principal tema da reunião plenária da Alepe, nesta quinta. O deputado Eduíno Brito, do PP, enalteceu o evento, que começa oficialmente nesta sexta, e chamou a população às ruas. “O Carnaval está

FESTA - Brito acredita em Carnaval pacífico. Foto: Rinaldo Marques

FESTA – Brito acredita em Carnaval pacífico. Foto: Rinaldo Marques

garantido, nós temos confiança nisso. E vamos pra rua porque o povo tem que manter a nossa tradição. E não é por meia dúzia de pessoas que queiram atrapalhar o nosso Carnaval nas ruas que nós vamos ficar parados, enclausurados dentro das nossas casas.”

Na mesma linha, o  deputado Aluísio Lessa, do PSB, lamentou o que, segundo ele, seria uma torcida velada, feita nas redes sociais, para que a festa deste ano seja violenta. De acordo com Aluísio, o Governo do Estado vai estar vigilante para assegurar a liberdade e a autonomia do povo de brincar o Carnaval. “Pernambuco tem governador e tem Governo. E não cabe aqui, não cabe em outros Estados, torcer pelo mal do brasileiro e do pernambucano.”

Ainda sobre a questão da segurança pública, o deputado Pastor Cleiton Collins, do PP, comunicou que a Alepe vai colocar à disposição da sociedade os sete oficiais lotados na Casa, para reforçar o policiamento durante as festividades.

A deputada Teresa Leitão, do PT, destacou outro aspecto ligado à festa: a exploração do trabalho infantil. Segundo a parlamentar, essa violência é naturalizada e praticada, em larga escala, durante o evento. “E a gente não acha nada demais. Acha até bonitinho as crianças carregando latinhas, juntando latinhas, levando latinhas pra reciclagem, vendendo água. Então quero fazer um apelo, um alerta, pra que nós, como agentes políticos, pudéssemos estar atentos a isso pra que as crianças possam aprender a preservar a nossa cultura, e não ser exploradas por ela.”

A deputada Laura Gomes, do PSB, compartilhou da mesma opinião de Teresa. “É preciso poder disseminar, difundir, que em qualquer evento grandioso, seja o que for, a gente ter esse espaço disponível para que os pais e as mães possam realmente conseguir essa renda extra, mas seus filhos ficarem resguardados, e isso realmente é o papel do Poder Público.”

O deputado Rodrigo Novaes, do PSD, repercutiu visita que realizou, na última semana, ao Ministério da Educação. No encontro, o parlamentar fez uma apresentação sobre as iniciativas do MEC frente ao relatório da CPI das Faculdades Irregulares, elaborado na Alepe, no primeiro semestre de 2016. Novaes afirmou que, agora, a cobrança é por providências do órgão e também do Ministério Público Federal. De acordo com o deputado, mais de 50 mil alunos foram prejudicados por cursos irregulares. Ele ainda destacou outras duas informações reveladas em novo relatório do MEC.“Foi comprovado que 1.313 diplomas, inicialmente da Funeso, foram vendidos. E também em relação à faculdade Fadire, aquela sediada em Santa Cruz do Capibaribe. Pelo relato inicial, são 31 diplomas que não têm registro e que foram, justamente, conquistados através da compra e venda de diplomas.”

Frente vai elaborar relatório sobre a Reforma da Previdência. Foto: Rinaldo Marques

Frente vai elaborar relatório sobre a Reforma da Previdência. Foto: Rinaldo Marques

O coordenador da Frente Parlamentar da Previdência Social, deputado Sílvio Costa Filho, do PRB, destacou o trabalho que vai ser realizado pelo colegiado. Segundo ele, o grupo deve discutir o tema com a sociedade civil organizada e, ao fim do trabalhos, elaborar um relatório. O documento vai ser levado ao Senado Federal. Na primeira quinzena de março, a Frente vai realizar audiência pública para debater a Reforma da Previdência proposta pelo Governo Federal.

A próxima reunião plenária da Alepe ficou marcada para o dia seis de março, às duas e meia da tarde.