A bancada de Oposição da Assembleia preparou um diagnóstico sobre a situação financeira do estado. Nessa terça, o líder oposicionista Sílvio Costa Filho, do PRB, revelou sua preocupação com os restos a pagar, que são despesas empenhadas, mas que ainda não foram pagas: “Analisando o exercício financeiro de 2016, até o dia 31 de outubro, o Estado já deve na praça o equivalente a 959 milhões e 262 mil reais até o dia 31 de outubro, ou seja, proporcionalmente, Pernambuco já deve mais em 2016, do que devia em 2015.”
Priscila Krause, do Democratas, apontou o fracasso do plano de contenção de gastos do Poder Executivo: “Porque o plano de contingenciamento que era para economizar 900 milhões, semana passada saiu nos jornais, se comemorou uma economia de 82 milhões de reais? Para quem tem os restos a pagar de mais de um bilhão?”
Álvaro Porto, do PSD, apontou um déficit de cerca de 30% no quadro de auditores do Tesouro Estadual. Segundo o deputado, em tempos de crise, nomear os aprovados no último concurso da Fazenda pode incrementar a arrecadação:
“Concluímos que o Estado tem nas mãos uma oportunidade real de reforçar uma trincheira diretamente ligada ao caixa, e a capacidade de melhorar as políticas públicas. Os profissionais aprovados estão plenamente habilitados, motivados e prontos para contribuir para o imprescindível incremento da receita do Estado.”
Teresa Leitão, do PT, registrou encontro promovido pelo Centro das Mulheres do Cabo no último dia seis de dezembro. Segundo a deputada, a entidade apresentou dados estarrecedores sobre a violência contra a mulher em cidades como Jaboatão dos Guararapes, Escada, Moreno, Cabo de Santo Agostinho, Ipojuca, entre outras localidades do território estratégico de Suape, consideradas inseguras para a população feminina.
Ângelo Ferreira, do PSB, eleito prefeito de Sertânia, no Sertão do Moxotó, falou dos problemas verificados pela equipe de transição. Ele anunciou que vai propor ação de improbidade administrativa contra o atual gestor, em razão da gravidade das supostas irregularidades, que incluem a doação ilegal de terrenos durante o período eleitoral.
Nessa terça, o Plenário da Assembleia votou 19 projetos do Poder Executivo, incluindo a proposta referente à redução da carga tributária do ICMS nas operações com álcool combustível e açúcar. A medida amplia o benefício até maio de 2017, mas reduz o incentivo em um ponto percentual, em razão da política fiscal de enfrentamento da atual crise econômica.
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