A bancada da Oposição cobrou do Governo o detalhamento do corte de gastos de 2015, estimado em 1 bilhão de reais. O líder da bancada, deputado Sílvio Costa Filho, do PTB, disse que o relatório apresentado na Assembleia, na última quarta, pelo secretário da Fazenda, confirma o valor economizado, mas não apresenta detalhes do que foi cortado. “Pernambuco hoje é o Estado que, proporcionalmente, mais deixou restos a pagar de um ano para outro. Pernambuco deve ao Governo do Estado mais de 1 bilhão. Então nós queríamos pedir esse detalhamento ao Governo do Estado, ao líder do Governo, para que possa efetivamente apresentar esse balanço e como foram economizados esses recursos.”
O fechamento de escolas em Gravatá, no Agreste Central, voltou a ser abordado pelo deputado Edilson Silva, do PSOL. O deputado disse que o interventor estadual, Coronel Mário Cavalcanti, atual gestor do município e responsável por ordenar o fechamento, está isolado. O parlamentar lembrou que diversas instituições como Conselho Tutelar e Conselho Municipal de Educação são favoráveis à suspensão da medida. Edilson Silva pediu ao Governo do Estado, que indicou o nome do interventor, seja sensível à posição dessas instituições.
Uma caravana do Conselho Nacional de Bispos do Brasil em defesa das obras de transposição do Rio São Francisco foi destacada pela deputada Teresa Leitão, do PT. A caravana será acompanhada por técnicos e deve passar pelos Estados do Rio Grande do Norte, Paraíba, Ceará e Pernambuco, entre os dias 29 de fevereiro e dois de março. A deputada convidou os parlamentares com base eleitoral no Sertão a acompanharem o último dia da caravana em Salgueiro, no Sertão Central.
Na votação de projetos, um requerimento do deputado Joel da Harpa, do PROS, foi rejeitado por unanimidade no plenário. Ele propunha um Voto de Aplausos a um policial que matou um homem em fuga. O deputado Edilson Silva, do PSOL, comentou o episódio. De acordo com o parlamentar, o homem levou o filho a uma UPA e, insatisfeito com o atendimento, teria se descontrolado, sacado uma arma e agredido um segurança. O rapaz teria, ainda, atingido a mão de um motociclista para roubar a moto. Na fuga, teria sido morto pelo policial. “Não estou aqui, de forma nenhuma, condenando o policial. Porque ele estava ali numa situação, agindo, vamos dizer assim, ‘a quente’. Mas me parece que não é uma situação para aplaudirmos. Nós deveríamos estar aqui deliberando um voto de pesar por isso ter acontecido dentro de uma UPA, que é um lugar que deveria estar tratando e cuidando das pessoas.”
A deputada Teresa Leitão, do PT, também se pronunciou sobre o requerimento de Joel da Harpa. Para ela, o Voto de Aplausos seria inapropriado para a Assembleia, e colocaria os deputados na contramão da responsabilidade do Poder Legislativo.


COMO CHEGAR