O Reino Unido e a República de Malta são os vencedores do Prêmio País Amigo de Pernambuco, edição 2021. A Comissão de Assuntos Internacionais da Alepe anunciou, nesta quarta, que os arquipélagos europeus serão os agraciados com a homenagem anual que, desde 2018, destaca duas nações que possuem representação no Estado e aqui desenvolvem atividades relevantes.
O Reino Unido foi indicado pelo deputado Professor Paulo Dutra, do PSB, e foi relatado pela vice-presidente do Colegiado, Fabíola Cabral, do PP. A deputada valorizou a parceria britânica com Pernambuco. “Atingiu a pontuação máxima. Não é a primeira vez que está sendo indicado a esse prêmio, levamos isso também em consideração. Atende a todas as diretrizes, mantém aqui um consulado, existe uma relação de parceria com o Estado de Pernambuco, diante do envio de estudantes para o Reino Unido para aprender a língua inglesa, além das relações comerciais”.
A indicação de Malta foi feita por Wanderson Florêncio, do PSC. A relatora do projeto na Comissão, Dulci Amorim, do PT, explicou que há uma interlocução efetiva entre o país mediterrâneo e o Estado de Pernambuco. “A República de Malta realmente atingiu todos os critérios possíveis, estabelecidos pela Casa, que é a questão de ter um consulado, de ter um projeto cultural. Faz esse acordo com Pernambuco justamente na questão do aprendizado da língua inglesa”. Argentina e Israel também concorriam ao Prêmio País Amigo de Pernambuco.
Ainda nesta quarta, o projeto que garante, às pessoas no espectro autista, o direito de ser acompanhado em internamentos foi aprovado na Comissão de Saúde da Alepe. A proposta cria o direto à permanência, em tempo integral, de um acompanhante em hospitais, Unidades de Pronto Atendimento, maternidades e demais instituições das redes pública e privada de saúde. No entanto, segundo o texto, o acesso pode ser restringido em situações excepcionais, por critérios médicos ou de segurança assistencial, que devem ser devidamente justificados no prontuário.
A relatora da matéria no Colegiado, Laura Gomes, do PSB, argumentou que a internação hospitalar é uma das situações que pode gerar ansiedade às pessoas no espectro, o que justifica o acompanhamento. “Porque só essas pessoas sabem realmente o sentido das dificuldades repetitivas desse paciente, o que nem sempre é compreendido pelo corpo do hospital, da unidade intensiva. Até porque precisa também de um preparo especial”.
A iniciativa é do deputado Romero Sales Filho, do PTB, com emendas dos Colegiados de Justiça e de Administração Pública.
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