A promoção de sargentos da Polícia Militar gerou discussões sobre a gestão da segurança pública em Pernambuco na Reunião Plenária dessa quarta. Joel da Harpa, do Podemos, lembrou que além dos policiais aprovados em concurso interno, que buscam acordo para serem reconhecidos no cargo, existe um grupo de cerca de quinhentos policiais habilitados que também aguardam promoção. O parlamentar cobrou respostas para os dois casos. “O Governo do Estado poderia mandar um projeto de lei para essa Casa mudando a lei de fixação de efetivo e aumentando os claros. Não teria repercussão financeira para o Estado, apenas eles iriam ser promovidos. Mas hoje, da forma que está, não tem como fazer um acordo porque não tem claros, não tem vaga suficiente para preencher.”
Zé Maurício, do PP, se colocou à disposição para avaliar se, de fato, não vai haver impacto financeiro para o Estado. O líder da Oposição, Sílvio Costa Filho, do PRB, afirmou que o custo vai ser mínimo. “No ano passado, o governador Paulo Câmara gastou mais de 40 milhões de reais com a Arena Pernambuco para quinze jogos de futebol. É possível, dinheiro tem para atender à corporação. Governar é elencar prioridades.”
Em nome do Governo, Tony Gel, do PMDB, rebateu a crítica. “A Oposição precisa ter uma visão holística em relação ao que está sendo feito no estado de Pernambuco, ou seja, uma visão global. E não ficar numa tecla só e sem boa vontade para reconhecer o que está sendo feito.” Ele ressaltou que, apesar de Pernambuco não figurar entre os estados mais ricos do País, o governo Paulo Câmara tem conseguido manter uma gestão fiscal competente, pagando em dia os salários dos policiais, ao contrário de estados como Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.
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