Projetos e recursos para municípios afetados pelas chuvas são destacados no Plenário

Em 06/05/2026
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Anúncios e ações dos governos federal e estadual para mitigar os danos causados pelas chuvas foram destacados por parlamentares na reunião plenária da Alepe, nesta quarta. Ao repercutir as consequências dos temporais do último fim de semana que afetaram principalmente a Região Metropolitana do Recife e a Zona da Mata, o deputado Luciano Duque, do Podemos, reforçou a importância de implementar ações permanentes de prevenção e socorro.

Não se trata apenas de responder a essa emergência. Trata-se de compreender que a crise climática já é uma realidade concreta e permanente no nosso Estado. Os eventos extremos deixaram de ser exceção. Eles agora estão acontecendo com mais frequência, mais intensidade e atingindo diretamente, principalmente, a população mais vulnerável.”

Duque parabenizou o Governo do Estado pela proposta de criação do Fundo de Proteção, Defesa Civil e Recuperação Ambiental. Segundo ele, a medida irá financiar ações para prevenir, mitigar e dar respostas diante de desastres ambientais. A matéria se soma a outra proposição enviada pelo Poder Executivo que cria o Auxílio Pernambuco, a ser pago à população de baixa renda que sofrer prejuízos com as chuvas em municípios com decreto de situação de emergência.

Coronel Alberto Feitosa, do PL, que preside a Comissão de Justiça da Alepe, anunciou que os dois projetos do Governo do Estado voltados aos municípios que sofrem com as chuvas, vão estar na pauta da próxima reunião do colegiado. Ele sugeriu que as propostas sejam votadas em Plenário na sequência e destacou a importância das iniciativas, sobretudo do fundo ambiental para recuperar áreas atingidas por desastres. “Esse para mim, é talvez o mais importante, que é uma solução perene, contínua para ter recursos permanentes a ser aplicado em ações  de prevenção e redução dos impactos de eventos climáticos.”

Renato Antunes, do Novo, acusou omissão do ex-prefeito João Campos em relação ao plano de macrodrenagem do Recife. O parlamentar salientou que o Programa Pró-Morar previa a realização de obras de dragagem no Rio Tejipió, mas, segundo ele, as intervenções não foram executadas durante a gestão municipal. Diante disso, Antunes defendeu que o Governo do Estado avalie a possibilidade de assumir a responsabilidade pela dragagem do rio. A gente não pode ter a chuva como maldição, Deus não é o culpado, a chuva acontece todo ano e a gente precisa intervir.”

Júnior Matuto, do Republicanos, denunciou a falta de ações efetivas da atual gestão de Paulista, Região Metropolitana do Recife, diante dos impactos das fortes chuvas. Ele criticou a ausência de limpeza preventiva em canais e galerias, afirmando que a população sofre devido à omissão da gestão municipal de não agir antes do inverno.

João Paulo Costa, do PT, repercutiu a medida provisória do Governo Federal que destina R$305 milhões para apoiar famílias atingidas pelas chuvas em diversos estados do Brasil. Segundo o parlamentar, a iniciativa inclui 23 municípios de Pernambuco e tem caráter humanitário. Ele também destacou a inclusão de R$14 milhões no novo PAC para obras de macrodrenagem urbana em Limoeiro, no Agreste Setentrional.

É importante o que o Governo Federal está fazendo, é importante o que o Governo do Estado fez em mandar o projeto de lei para a gente aprovar, de forma emergencial, um socorro e um suporte a essas famílias. Mas a gente precisa também trabalhar para prevenir que esse tipo de situação aconteça, porque isso é o mínimo de dignidade que a gente precisa garantir para a população pernambucana e a população brasileira.”

Os efeitos da guerra no Oriente Médio pautaram pronunciamento do deputado João Paulo, do PT. O parlamentar criticou os Estados Unidos e Israel pelos ataques ao Irã. Para ele, o conflito ameaça a estabilidade global, eleva o preço do petróleo e agrava a crise humanitária. Analistas independentes são categóricos ao afirmar que Donald Trump iniciou uma guerra que talvez não consiga vencer e cujas justificativas continuam mudando. O Irã permanece de pé com seu aparato de segurança intacto o suficiente para fechar o Estreito de Ormuz e travar uma guerra de longo prazo, que está custando caro  ao mundo.”