A notícia de que o contrato assinado entre o Governo do Estado e o Banco do Brasil, na última semana, não tinha relação com a autorização para um empréstimo de R$1,5 bilhão aprovada pela Alepe, no início de setembro, repercutiu na reunião plenária desta segunda. O presidente do Legislativo, deputado Álvaro Porto, do PSDB, acusou a governadora de tentar enganar a população e jogar a culpa dos atrasos nas obras do Arco Metropolitano e da BR-232 nos deputados estaduais.
Porto explicou que o valor contratado na última terça pela governadora Raquel Lyra, na ordem de R$ 1,4 bilhão, para obras de infraestrutura, na verdade tem respaldo em uma outra lei, aprovada em 2024, que autorizou a contratação de R$3,4 bilhões no âmbito do Plano de Promoção do Equilíbrio Fiscal. “A narrativa de que os parlamentares estavam atrasando as obras por causa do tempo de tramitação do empréstimo caiu por terra. O dinheiro que ela destinou para o Arco e para a duplicação não foram do empréstimo autorizado esse ano, o Governo sempre teve o dinheiro para fazer as obras e não fez por incompetência, esse parlamento não tem nenhuma responsabilidade nisso.”
O presidente lembrou ainda que, ao todo, a Alepe já aprovou a autorização de mais de R$ 11 bilhões em operações de crédito e que, até o momento, a gestão estadual só contratou cerca de 33% desse montante, o que ele atribui à ”falta de eficiência, planejamento e agilidade” da gestão.
A líder da bancada governista, deputada Socorro Pimentel, do União, ressaltou que a atual gestão recebeu o Estado “sucateado” e teve de driblar manobras de alguns parlamentares da Casa que, segundo ela, dificultaram a tramitação de projetos importantes. “O Arco Metropolitano é uma promessa do primeiro governo do PSB que até hoje não foi concretizado e é Raquel Lyra que vai entregar. Não existe da parte do governo uma terceirização da responsabilidade, o que de fato existe é um desejo de paralisar o trabalho da atual gestão. A demora, a letargia não é do Executivo.”
Diogo Moraes, do PSDB, manifestou solidariedade às famílias das vítimas do grave acidente na BR-423, que deixou 17 mortos e 17 feridos. O ônibus, com cerca de 40 pessoas, tombou entre os municípios de Saloá e Paranatama, no Agreste Meridional, na altura do trecho conhecido como Serra dos Ventos. O grupo havia saído de Santa Cruz do Capibaribe, no Agreste Setentrional. Moraes ainda repudiou a atitude do influenciador Thalyson Girão, que desencorajou consumidores a visitarem o Polo de Confecções de Pernambuco.
“Que esse voto de repúdio sirva também para que as pessoas vejam o poder que a rede social tem e para que não saiam distribuindo falas grosseiras, insensíveis e que, ao nosso ver, se tornam tão perigosas para a imagem de um polo que precisa da venda online, mas precisa também da venda presencial, que move a nossa economia, que gira em torno de R$ 6 bilhões de reais por ano.”
Izaías Régis, do PSDB, também lamentou o acidente na BR-423. O deputado parabenizou as polícias civil e rodoviária, bem como as equipes de saúde pelo socorro às vítimas. Ele destacou ainda a atuação do Hospital Regional Dom Moura, em Garanhuns, no Agreste Meridional. “Dá um sentimento de orgulho, para nós que vivemos naquela região, e especialmente na cidade de Garanhuns, quando nós sabemos que agora nós temos um hospital que está dando respaldo aos acidentes, às necessidades da população da nossa cidade”.
O presidente da Alepe, Álvaro Porto, estendeu os agradecimentos a outros municípios da região, que também mobilizaram médicos e ambulâncias.
Luciano Duque, do Solidariedade, fez um apelo à Compesa para que restitua o fornecimento de água para 200 famílias de Cabrobó, no Sertão do São Francisco, que possuíam ligações diretas à Adutora do Sertão. Ele disse que os moradores tinham autorização para uso da água e pediu que as casas não fiquem desassistidas. “O desligamento ocorreu, segundo informações, para atender uma exigência da legislação, que obriga a Compesa a fornecer apenas água tratada. Mas é preciso lembrar que, por trás das normas e das canetas, existem pessoas de carne e osso.”
Joel da Harpa, do PL, criticou o deputado federal Pedro Campos, do PSB de Pernambuco, por um vídeo publicado nas redes sociais em que o parlamentar federal aparece ao lado de estudantes dançando uma coreografia de passinho. Joel considerou a letra da música inadequada. “O que a gente viu esse final de semana, liderado pelo deputado federal Pedro Campos, é uma agressão às nossas famílias, uma agressão à sociedade pernambucana e àqueles adolescentes que ali estavam. A sociedade pernambucana não aceita esse tipo de comportamento, seja qual for o ente público, principalmente um deputado federal.”
Delegada Gleide Ângelo, do PSB, cobrou do prefeito de Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana, o andamento ao concurso da Guarda Municipal. As provas foram realizadas em agosto de 2024, com teste de aptidão física em novembro do mesmo ano, e a homologação foi em fevereiro de 2025. Mas o processo não avançou desde então. “Esse é o pedido que eu faço hoje e eu espero que o prefeito Mano Medeiros, procure saber onde é que está o gargalo, onde é que está o problema e que ele sane esse problema. Porque o que não pode são os aprovados estarem mendigando algo que é um direito deles e a população estar sem sensação de segurança quando também é um direito da população ter segurança.”
João Paulo Costa, do PCdoB, cobrou do Governo do Estado a pavimentação da PE-78, que liga Gravatá a Passira, no Agreste. Ele explicou a importância da estrada de 32 quilômetros de extensão, que atualmente é de barro. “Além de garantir o acesso à água, essa pavimentação asfáltica sendo feita vai evitar acidentes, vai também permitir circulação de mercadorias, garantindo desenvolvimento econômico de toda aquela região.”
João Paulo, do PT, se posicionou em defesa dos serviços públicos e da classe trabalhadora, e destacou a importância de fortalecer o setor por meio de concursos públicos e da valorização dos servidores. Ele comentou a audiência pública realizada nesta segunda sobre a situação do Metrô do Recife e contra a privatização. João Paulo leu uma carta, assinada na reunião, que defende o modal como um patrimônio público e sugere implantar a tarifa zero no estado.
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