A Comissão de Meio Ambiente recebeu, nesta quarta, o presidente da Apac, Marcelo Asfora. Ele afirmou que a agência acerta mais de 80% das previsões meteorológicas, mas não poderia alertar sobre as fortes chuvas e ventos que atingiram a Região Metropolitana do Recife, no último dia 29 de janeiro. “Alguns eventos não são previsíveis, porque ocorrem de forma muito rápida. Eventos concentrados, intensos, normalmente você não tem como prever com muita antecedência. Então nesse caso o aviso é dado com base na observação. Se o nosso plantonista observa uma intensificação da chuva, ele dá o aviso pra Defesa Civil.”

O presidente da Apac, Marcelo Asfora, dá esclarecimentos sobre evento meteorológico.
Foto: Rinaldo Marques
Marcelo Asfora explicou que as nuvens se formaram abaixo da altitude que pode ser monitorada por satélite, e as chuvas ocorreram no centro do vórtice ciclônico, onde não é normal chover. O gestor afirmou que esses e outros fatores fizeram com que todas as agências meteorológicas do Nordeste emitissem alertas apenas depois do início da tempestade.
O presidente da Apac anunciou que, em novembro deste ano, deve entrar em operação o primeiro radar da agência. O equipamento vai aumentar a capacidade de prever eventos de curto prazo, com a possibilidade de determinar quais bairros serão afetados.
O presidente da Comissão de Meio Ambiente, deputado Zé Maurício, do PP, considerou que a reunião esclareceu as dúvidas dos parlamentares. “Ela superou até as nossas expectativas porque é um assunto muito técnico. Foi bastante esclarecedor. Nós não sabíamos como a Apac está bem equipada, com seu quadro técnico também. Porque não é só ter a informação, mas sim, saber ler a informação.”
Os deputados Edilson Silva, do PSOL, e Socorro Pimentel, do PSL, afirmaram que o Recife está despreparado para eventos meteorológicos mais graves, o que não é responsabilidade da Apac. Henrique Queiroz, do PR, destacou que a população do interior acompanha e valoriza o trabalho da agência. Aluísio Lessa, do PSB, sugeriu uma visita do colegiado às instalações do órgão.
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