Denúncias de más condições de trabalho na Compesa motivaram o pronunciamento que abriu a Reunião Plenária desta quinta na Assembleia Legislativa. A deputada Rosa Amorim, do PT, repercutiu dossiê com relatos de falta de segurança e insalubridade nas subestações de tratamento de água e em outras unidades da empresa, “É importante, inclusive, dizer, que quase toda a população se queixa da Compesa, mas a Compesa é uma empresa pública e, se ela está sendo precarizada, também é um projeto político. São inúmeras denúncias já formalizadas. Casos gravíssimos. Para vocês terem uma ideia, em janeiro, um trabalhador teve o local de trabalho invadido, foi amarrado e jogado no meio do mato”.
A parlamentar lembrou que o roubo de equipamentos e materiais também prejudica o abastecimento de água para a população. Rosa Amorim ainda se posicionou contra a proposta de privatizar a Companhia.
A previsão de aumento da tarifa do Sassepe, O Sistema de Assistência à Saúde dos Servidores do Estado de Pernambuco, preocupa Joel da Harpa, do PL. O deputado fez apelo à governadora Raquel Lyra para que a alíquota cobrada aos servidores seja mantida até que haja reajuste dos vencimentos do funcionalismo estadual. Joel lembrou que nenhuma categoria teve acréscimo salarial no ano de 2023 e que a alta da tarifa vai prejudicar ainda mais os servidores. “Eu gostaria de sugerir para o Governo do Estado só fazer esse aumento de alíquota a partir da metade do ano que vem, quando chegar o reajuste salarial. É justo que o Governo faça esse sinal e não faça esse reajuste de alíquota já agora no começo do ano, antes desses profissionais receberem o reajuste salarial”.
O parlamentar ainda defendeu a necessidade de investimentos no Hospital da Polícia Militar e no Sistema de Saúde dos Militares do Estado de Pernambuco.
O Laboratório de Treinamento em Emergências Cardiovasculares do Hospital Agamenon Magalhães foi destaque no pronunciamento do deputado Mário Ricardo, do Republicanos. O parlamentar ressaltou a relevância do equipamento na formação de profissionais de saúde, promoção de pesquisas e no desenvolvimento de terapias celulares para o tratamento do câncer e de outras patologias. Segundo ele, o espaço já capacitou mais de 24 mil trabalhadores desde a sua criação, em 2006, merecendo mais apoio do Governo do Estado e dos parlamentares.
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