As reivindicações e necessidades das pessoas com diabetes em Pernambuco foram tema de Audiência Pública promovida pela Comissão de Cidadania nesta segunda. Diabetes é a incapacidade do corpo de produzir ou de utilizar adequadamente a insulina. Esse hormônio é responsável pelo controle da quantidade de um tipo de açúcar no sangue, a glicose. Por ser uma doença crônica, não tem cura e deve ser tratada a partir do monitoramento da glicose e reposição da insulina. Para isso, são usadas fitas de medição, seringas e ampolas da substância.
Para o representante da Comissão de Diabéticos de Pernambuco, Eduardo Belmiro, a regularização na entrega dos insumos necessários para o tratamento é condição básica para o bem-estar dos pacientes:
“A principal reivindicação é que se faça valer os direitos garantidos na lei 11.347/2006. A lei garante todos os medicamentos e insumos para os diabéticos e não está sendo cumprida. A outra reivindicação, que é a magna, é a luta para que tenhamos política pública para os diabéticos.”
O desequilíbrio no nível de glicose no organismo pode provocar convulsões, problemas renais e cegueira, entre outras doenças. Em Pernambuco, 170 mil pessoas têm diabetes de acordo com levantamento do Ministério da Saúde. Segundo o presidente da Comissão de Cidadania, deputado Edilson Silva, do PSOL, a criação de um grupo de trabalho é o primeiro passo para organizar as demandas dos diabéticos:
“O grupo de trabalho tem um conjunto de tarefas para realizar, o que é que vai ser encaminhado do ponto de vista jurídico, se vai para o Ministério Público, se vai para o Tribunal de Justiça. Se vamos elaborar algum tipo de projeto de lei para melhorar a qualidade do instrumento normativo para que os diabéticos cobrem do governo.”
A gerente da Secretaria Estadual de Saúde, Juliana Lopes, afirma que o SUS passa por um momento difícil de impedimentos financeiros e políticos. Ela ressalta que cada usuário precisa lutar para que a legislação seja cumprida:
“A gente precisa lutar mais por esse Sistema Único. A participação popular tem que se fazer mais intensa, ser fortalecida para que a gente possa de fato estar fortalecendo um sistema que é público, universal e nosso.”
A Superintendência de Assistência Farmacêutica de Pernambuco informou que problemas com a empresa ganhadora da licitação para o fornecimento da insulina Lantus provocaram o atraso no fornecimento. A Secretaria está trabalhando para realizar a compra direta da substância. Entretanto, as pessoas presentes na audiência se queixaram da falta de outros tipos de insulina na Farmácia do Estado, além de materiais necessários à medição dos níveis de glicose.

COMO CHEGAR