O debate sobre a motivação política das nomeações feitas pelo Governo do Estado movimentou a Reunião Plenária. Parlamentares de oposição questionaram as mais de trezentas contratações do Poder Executivo desde novembro do ano passado. O deputado Álvaro Porto, do PSD, abriu o debate. Ele estima que a despesa da gestão estadual com assessores especiais e gestores passa de dois milhões de reais ao mês. “Como não indagar com tantas falhas em políticas públicas, enquanto o Governo contrata aliados para cargos de assessor e gerente? Como manter a esperança em melhoria de serviços, se entre as prioridades do Governo está a acomodação de quem não obteve êxito nas urnas?”
O líder do Governo, Isaltino Nascimento, do PSB, vê com naturalidade a composição dos órgãos estaduais com aliados políticos. “E é algo que acontece no conjunto dos 26 estados do País e mais o Distrito Federal. Aliança política, composição política, diálogo político é algo natural. Nós estamos aqui, num Parlamento, em que temos parlamentares que compõem a base de sustentação do Governo e obviamente temos deputados que fazem oposição à gestão.”
Já o líder da Oposição, Sílvio Costa Filho, do PRB, afirmou que não quer prejulgar os nomeados, pois muitos são bons e experientes. Mas o deputado se disse estarrecido com os gastos do Governo, estimando a despesa com os comissionados em quase 30 milhões de reais ao ano.
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