O programa de construção de creches do Governo do Estado, que integra o Juntos pela Educação, foi alvo de críticas na reunião plenária desta segunda. O tema foi levado à tribuna pelo deputado Antonio Coelho, do União. Ele destacou que, das 250 creches previstas, 192 foram licitadas, das quais 48 tiveram ordens de serviço assinadas. O deputado apontou que, embora essas unidades tenham previsão de entrega para fevereiro de 2026, muitas estariam com obras paralisadas ou não chegaram a ser iniciadas. Para ele, a situação reflete a ineficiência do Governo.
“Só foram pagos efetivamente 17 milhões de um total de 1 bilhão 146 milhões de reais. Ou, em outras palavras, menos de 1,5% de todo o valor dedicado a essa importante iniciativa.”
Já a líder do Governo, Socorro Pimentel, do União, ressaltou que a gestão estadual tem enfrentado dificuldades em alguns municípios para conseguir o alvará das prefeituras. Ela citou algumas unidades que estão com as obras avançadas e vão ser entregues em dezembro. “E quando a governadora Raquel Lyra pega um governo nessas condições, em dois anos e nove meses já trabalhou muito mais do que o governador nos últimos oito anos. E esse comparativo vai ser feito todas as vezes aqui, porque nós temos ainda um ano e três meses pela frente”.
A Alepe aprovou, em segunda votação, a Política Estadual de Fortalecimento das Costureiras em Facção de Pernambuco. A proposta foi apresentada em conjunto pelos deputados João Paulo e Rosa Amorim, ambos do PT, e Dani Portela, do PSOL. Rosa Amorim destacou a importância histórica da iniciativa. “Me orgulha estar aqui enquanto parlamentar, uma deputada que vem do Agreste pernambucano, que nasceu em Caruaru e sabe que é o trabalho dessas mulheres que garante o desenvolvimento da economia de toda uma região.”
Dani Portela comentou o processo de construção da política estadual. “Esse projeto é fruto de uma articulação coletiva de muitos territórios, de muitas mulheres que dedicam horas e horas e horas do seu dia e da sua vida para fazer com que Pernambuco seja o segundo maior produtor de moda no país.” Por fim, João Paulo pontuou a importância de assegurar à categoria direitos básicos conquistados há muito tempo pela classe trabalhadora.
Dani Portela também registrou visitas aos municípios de Pombos e Gravatá, no Agreste Central, para tratar de pautas do público LGBTQIAPN+. Ela ainda participou da criação de uma associação quilombola na região e criticou uma audiência pública realizada na Câmara dos Deputados sobre os processos de reconhecimento dos territórios quilombolas em Garanhuns. De acordo com a parlamentar, o encontro pôs em xeque o reconhecimento de territórios tradicionais no município.
Antônio Moraes, do PP, questionou a situação financeira da Prefeitura do Recife. Ele leu matéria jornalística sobre indicativos de saúde nas capitais com um ranking em que a capital pernambucana fica entre as piores posições. “A prefeitura está também negociando os débitos e recebendo recursos antecipados. Quem deve agora IPTU, ISS, pode se preparar porque a cobrança agora vem com força. Mas isso demonstra também que isso está sendo feito porque a prefeitura tem dificuldades financeiras grandes hoje.”
Débora Almeida, do PSDB, fez um balanço de visitas e ações realizadas pelo mandato dela no interior. Ela participou da Festa do Maxixe em Tacaimbó, no Agreste Central, e ressaltou a importância da produção para o sustento das famílias da zona rural. Em Bom Conselho, no Agreste Meridional, a deputada prestigiou a 5ª Cavalgada entre Amigos, e destacou investimentos em educação, segurança e estradas.
Socorro Pimentel também relatou as visitas realizadas a municípios sertanejos, onde acompanhou o resultado dos recursos destinados por meio de emendas parlamentares. Em Salgueiro, no Sertão Central, ela esteve no Hospital Regional Inácio de Sá. Também visitou o Hospital Dom Malan, em Petrolina, no Sertão do São Francisco, e destacou os novos investimentos em UTIs e equipamentos hospitalares. A parlamentar anunciou, ainda, a chegada de um mamógrafo no mês de novembro para a realização de exames preventivos contra o câncer de mama.
João Paulo relatou a audiência pública sobre a saúde do trabalhador, realizada nesta segunda, na Alepe. Ele disse que, em 2024, o Brasil registrou 724 mil acidentes de trabalho, colocando o país na 4ª posição do ranking mundial. O parlamentar defendeu o compromisso com a elaboração de uma política estadual de saúde do trabalhador.
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