No segundo dia de visita à central nuclear de Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, os deputados estaduais conheceram as contrapartidas da Eletronuclear para a região nas áreas sociais e de saúde. Os parlamentares visitaram o Hospital da Praia Brava, a unidade de saúde de referência num raio de 100 quilômetros entre Angra dos Reis e Paraty. Ele é mantido pela Fundação Eletronuclear de Assistência Médica (Feam) e tem orçamento mensal de quatro milhões e meio de reais. Cerca de 60% dos recursos vêm da estatal; o restante é resultado do faturamento com planos e do SUS.
O Hospital da Praia Brava tem 40 leitos, oito leitos de UTI, e três salas de cirurgia. Realiza mensalmente 1500 atendimentos ambulatoriais e 3800 de pronto-socorro. De acordo com o diretor superintendente da Feam, Waldyr Laguna Júnior, a unidade foi criada para atender às vítimas de acidentes com radiação, o que jamais ocorreu. “Temos que cuidar da saúde das populações locais. Temos que cuidar da saúde de todos aqueles que têm interesse na operação da usina. Nessa linha, atendemos a uma população local composta de aproximadamente 2000 trabalhadores e suas famílias, bem como a uma população que vive no entorno da usina”.
Após a visita, o deputado Romero Sales Filho elogiou a unidade hospitalar. “É um benefício imenso. A gente sequer tem isso na forma pública em qualquer lugar do Brasil. E eles oferecem aqui esse serviço de extrema qualidade para qualquer habitante aqui da região”.
No fim da manhã, os deputados conheceram outra unidade de saúde, o Hospital Geral da Japuíba, no centro de Angra dos Reis. Ele tem gestão municipal, mas conta com apoio da Eletronuclear. Participaram da visita os deputados Alberto Feitosa, do Solidariedade, Antônio Fernando, do PSC, e Romero Sales Filho, do PTB.
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