Um apelo feito pelo deputado Eriberto Medeiros, do PTC, para reforço no policiamento da PE-97, gerou debate entre parlamentares a respeito da segurança pública em Pernambuco. Medeiros relatou a morte da enfermeira Maria Gorette Bezerra, que foi vítima de latrocínio na última segunda, quando transitava na rodovia que liga o município de Bezerros, no Agreste Central, a Cumaru, no Agreste Setentrional. O deputado afirmou que casos de violência na estrada são comuns, e que já procurou as autoridades competentes, mas não obteve resposta. “Isso nos deixa, de certa forma, revoltados. Porque usamos os instrumentos que nós temos, que é pedir através da tribuna, dos documentos, das indicações, e parece que se faz ouvido de mercador.”
O líder da bancada do Governo, Waldemar Borges, do PSB, se colocou à disposição para mediar o diálogo com os técnicos de segurança do Estado. Ele afirmou que a violência é um problema nacional, citando como exemplo o Rio de Janeiro, onde o quadro de insegurança é de conhecimento geral. O socialista ainda ressaltou que Pernambuco construiu uma política consistente na área de defesa social, em referência ao programa Pacto pela Vida.
A explicação foi criticada pelo deputado Edilson Silva, do PSOL, que faz parte da bancada de Oposição. Ele questionou a postura adotada pelo Executivo em relação às falhas na segurança pública. Para o parlamentar, a situação é de calamidade. “A cada dia que passa, o volume de crimes aumenta. Porque o Governo é inerte, o Governo não existe. E um Governo que não existe, incentiva a criminalidade. É isso que está acontecendo no Estado.”
Em resposta, Waldemar Borges afirmou que a Oposição está fazendo críticas sem apresentar sugestões, e que o Governo está aberto para receber propostas. Ele defendeu o Governo. “O Governo reage semanalmente, porque está revendo um quadro materialmente muito difícil, não é mágica. Por mais que tenhamos colocado milhares de novos efetivos na polícia, ainda temos um déficit muito grande de pessoal que não pode ser atendido imediatamente porque existem limitações orçamentárias e financeiras para enfrentar isso.” Edilson Silva ainda replicou, afirmando que ações de liderança não oneram o orçamento, e que o governador deveria ter mais pulso em suas atitudes.
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