Nomeação de aprovados e mais transparência em concursos do Estado são cobrados na Alepe

Em 23/03/2026
-A A+

A Comissão de Saúde da Alepe realizou, nesta segunda, audiência pública para debater casos de transtornos emocionais em candidatos aprovados e que aguardam convocação em concursos públicos realizados pelo Poder Executivo. No encontro, a Secretaria de Administração de Pernambuco foi questionada sobre a transparência nas informações sobre cronogramas de nomeação e de anúncios de novos certames. A audiência foi coordenada pelo deputado Gilmar Júnior, do PV. Ele afirmou que há serviços essenciais necessitando de pessoal e frisou os impactos no psicológico de quem não é convocado.

“O não-chamamento de um concursado tem um impacto direto na cabeça dele, na mente dele, na saúde dele e da família dele.”

A deputada Delegada Gleide Ângelo, do PSB, lembrou que as seleções da área de segurança pública têm etapas adicionais, como os cursos de formação, realizados antes do início das funções. Ela ponderou que se os concursos não avançarem, não haverá pessoal suficiente. Concurso da Segurança é diferente dos outros. Deu tudo certo, é um ano e meio desde o dia da prova até terminar o curso de formação. Então, quer dizer que o Estado de Pernambuco vai continuar com os efetivos que tem hoje. Vai abrir um complexo da Polícia Científica onde, com quem? Não vai! Vai abrir batalhão onde? Não vai! Os delegados vão continuar. Cada delegado responde por três ou quatro delegacias.”

Gleide comentou ainda a alegação do Governo de que um parecer da Procuradoria-Geral do Estado atestaria a ilegalidade das nomeações. Ela disse que já solicitou uma cópia do documento, mas não teve acesso. Gilmar Júnior solicitou que o parecer seja encaminhado à Procuradoria da Alepe para análise. A representante dos aprovados na área de segurança pública em Pernambuco, Jéssica Daiane da Silva, questionou a abertura de novos concursos com a existência de outros em andamento.

A jurisprudência é pacífica que não se pode chamar na frente dos aprovados outros aprovados. Então, se a administração reconhece a necessidade de um novo concurso é porque reconhece a necessidade de vagas e de orçamento. Então, que nos chame primeiro para que depois se faça um novo concurso.”

De acordo com o presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco, Áureo Cisneiros, há mais de seis mil cargos vagos na Polícia Civil do Estado. Segundo ele, a lei prevê a atuação de mais de 11 mil policiais, porém só há 5.200 na ativa. Gestores do Governo do Estado se comprometeram a levar as reivindicações dos candidatos ao conhecimento do Poder Executivo.