Uma proposta que elimina o teto máximo do número de servidores que podem ser cedidos da carreira de gestor governamental causou polêmica, nessa terça, na Assembleia. Pela manhã, a matéria, de autoria do Governo, foi retirada de pauta durante a reunião da Comissão de Justiça. À tarde, foi a vez do Plenário discutir as mudanças defendidas pelo Poder Executivo Estadual. Servidores da Secretaria de Administração lotaram as galerias, e aplaudiram o discurso da deputada Priscila Krause, do Democratas, que é contra a medida:
“Pode conter um forte elemento de enfraquecimento a médio e, principalmente longo prazo, dessas carreiras, com o esvaziamento e a falta de investimentos e até desarticulação e descaracterização da carreira de gestor governamental.”
O líder da Oposição, Sílvio Costa Filho, do PRB, pediu a retirada do regime de urgência na discussão da proposta. Para ele, se faz necessária uma Audiência Pública com o secretário de Administração, Milton Coelho, para esclarecer a matéria. Costa Filho acredita que a categoria fica enfraquecida com a falta de limite para cessões a outros órgãos.
Já o presidente da Assembleia, deputado Guilherme Uchoa, do PDT, garantiu que o projeto vai ser discutido amplamente antes da votação em Plenário, e lembrou que a tramitação vai até oito de setembro. O líder governista, Waldemar Borges, do PSB, salientou a abertura do Estado para negociar com os gestores governamentais:
“Não vai haver nenhum tipo de cerceamento do debate, da discussão, que possa inclusive eventualmente garantido os princípios ali colocados, com os quais inclusive concordamos, quando conversamos hoje com a comissão, garantido a manutenção desses princípios, a gente tem, claro, um campo para conversar.”
Os deputados Antônio Moraes, do PSDB, e Zé Maurício, do PP, ressaltaram a boa vontade da Casa para chegar a um denominador comum sobre o projeto.

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