O secretário da Fazenda, Flávio Mota, apresentou à Comissão de Finanças, nesta terça, os resultados da gestão fiscal do Governo de Pernambuco relativos ao último quadrimestre de 2025. Mota comemorou a quantidade de investimentos possibilitados pelas operações de crédito feitas pelo Governo no ano passado. “Há de se destacar principalmente o tanto de investimento que se conseguiu fazer ao longo do ano de 2025, tanto em recursos oriundos de operação de crédito, quanto em recursos de próprio tesouro. Os investimentos foram de 5 bilhões de reais, frente a uma receita corrente líquida de 47 bilhões, ou seja, alcançaram 10% do total de receitas.”
O desempenho foi elogiado pelo presidente da Comissão, Antonio Coelho, do União. “Para se colocar no contexto, nós conseguimos ultrapassar o estado do Ceará nesse quesito de investimento público, algo que deve orgulhar muito o povo pernambucano. Para além disso, é importante olhar um pouco o histórico do nosso estado. Isso é uma cifra que representa 2,5 vezes ao que foi investido no governo que antecedeu a gestão da governadora Raquel Lyra.”
O secretário também ressaltou que os gastos de pessoal estão abaixo dos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal. A despesa estadual consolidada, que inclui todos os poderes, foi de R$ 23,4 bilhões, o que corresponde a 49,53% da receita corrente líquida. O limite máximo previsto na legislação é de 60%. Por outro lado, os resultados fiscais seguem deficitários. O resultado primário do estado, que soma todas as receitas e despesas, exceto os juros, foi negativo em R$1,7 bilhão, enquanto a dívida pública estadual aumentou em R$1,8 bilhão. Segundo Flávio Mota, esses índices estão dentro do esperado para um momento de aumento de investimentos sustentado por operações de crédito.
“No ano em que há um investimento mais vigoroso, é natural que o resultado primário seja afetado. Quanto a isso não há nada a se preocupar, até porque já havia uma previsão na LDO de que o resultado seria deficitário nesse aspecto.”
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