A incerteza quanto ao futuro da fábrica da Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia, a Hemobrás, construída em Pernambuco, levou à tribuna a deputada Priscila Krause, do Democratas. A parlamentar citou uma reportagem publicada no site do jornal O Estado de São Paulo, em que o atual ministro da Saúde, Ricardo Barros, defende a criação de uma fábrica da empresa em Maringá, no Paraná. O município é reduto eleitoral do ministro. “Além de, descaradamente, o uso dessa possibilidade e dos recursos públicos para atender uma conveniência política local, existe também um desmonte daquilo que foi montado para atender uma política que foi montada durante anos e por vários governos.”
A deputada Teresa Leitão, do PT, concorda que a nova fábrica no Paraná pode comprometer o andamento da política de hemoderivados no Brasil. A fábrica da Hemobrás que começou a ser construída em Goiana, na Mata Norte, em 2010, já recebeu investimentos de mais de 800 milhões de reais, mas ainda não entrou em produção. A meta da unidade é produzir medicamentos para atender pacientes hemofílicos e com outras doenças, prioritariamente do SUS. Para o deputado Romário Dias, do PSD, a iniciativa não tem recebido a atenção merecida. “Foi gasto muito dinheiro ali, foi colocado o dinheiro, mas o seu mecanismo, para que ela servisse à população, não foi dado o prosseguimento que deveria ter sido dado.”
Priscila Krause afirmou que está prevista para o dia sete de agosto uma audiência pública para debater a situação da Hemobrás, com a presença do presidente da instituição, Oswaldo Castilho.
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