Avisos de atualização cadastral de bancos, intimações da Justiça e propagandas de promoções vultuosas são os principais assuntos de e-mails criminosos que circulam na Internet. A informação foi recebida pela Frente Parlamentar de Combate a Crimes Cibernéticos, em visita, nessa terça, à delegacia que investiga esse tipo de delito. O delegado Derivaldo Falcão explica como funciona a ação criminosa. “Na maioria das vezes, os e-mails vêm sugestivos, já com objetivo de que a pessoa abra e clique. Aí vão instalar vírus na máquina das pessoas, e esses vírus vão justamente ocasionar danos, na maioria das vezes, furtando senhas de contas bancárias, posts de redes sociais.”
Alguns sites também podem apresentar links direcionados a páginas enganosas. De acordo com o delegado Derivaldo Falcão, é importante sempre desconfiar da oferta apresentada. “Basta abrir o site original dessa loja virtual e ver se está existindo essa venda, que na verdade, não vai estar. Isso aí vai se tratar de um golpe, na maioria das vezes.”
Situada na rua da Aurora, no Recife, a Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos foi instaurada em 2013, além de golpes virtuais, também apura a divulgação de notícias falsas e imagens, crimes contra a honra ou que envolvam a Internet para se concretizar, como a pedofilia. Somente este ano, a delegacia registrou 184 inquéritos. Com um delegado e sete policiais, o quadro é considerado pequeno pelos servidores. O presidente da Frente Parlamentar, deputado Aluísio Lessa, do PSB, se mostrou solidário à demanda de aumentar o efetivo, e declarou que o colegiado vai encaminhar a sugestão à Secretaria de Defesa Social. “É uma equipe pequena, muito enxuta, a estrutura também, é uma estrutura pequena. Mas é um trabalho muito importante, porque eles estão catalogando lá todas as denúncias, todos os boletins de ocorrência desde o ano 2013 para cá, e os inquéritos que foram instaurados, uma série de coisas de que a gente teve conhecimento.”
A Frente Parlamentar de Combate a Crimes Cibernéticos ainda vai visitar outras instituições que atuam na repressão e investigação a delitos virtuais. Na próxima quinta, doze de abril, o colegiado deve conhecer a estrutura do Porto Digital e do C.E.S.AR, em busca de contribuições na coibição desse tipo de crime.
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