Exposição com artista nu no Museu de Arte Moderna repercute no Plenário da Alepe

Em 02/10/2017
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Artigos do Estatuto da Criança e do Adolescente foram desrespeitados na apresentação do coreógrafo Wagner Schwartz, no Museu de Arte Moderna em São Paulo. A afirmação é do deputado André Ferreira, do PSC. Nesta segunda, o parlamentar condenou a performance em que o artista se apresenta nu. Um vídeo que circula nas redes sociais registra o momento em que uma menina toca o corpo do coreógrafo. André Ferreira vai apresentar Voto de Repúdio contra os responsáveis pela apresentação. “Ai eu pergunto: cadê o Estatuto da Criança e do Adolescente? O Estatuto da Criança e do Adolescente tantas vezes eles entram com representação, falam aquilo, você não pode tocar num menor infrator, mas você permite que o museu de arte, museu conhecido no Brasil, conhecido no mundo, faça uma performance artística, dita artística, para crianças andando com um rapaz totalmente nu, estimulando essas crianças.”

Vários parlamentares apoiaram o repúdio. Simone Santana, do PSB, acredita que houve uma série de equívocos na performance realizada no Museu de Arte Moderna. “Eu não vou entrar no mérito da questão, se é arte, se não é arte, se estava restrito… eu acho que houve uma sucessão de falhas na hora que se deixou essas crianças entrarem em contato, interagirem com esse ator, enfim, esse coreógrafo, seja o que for.”

Erotização infantil e pedofilia estão por trás do episódio, segundo vários deputados. Para Joel da Harpa, do Podemos, o coreógrafo deveria ser preso, opinião compartilhada por Gustavo Negromonte, do PMDB. Bispo Ossesio Silva, do PRB, afirmou que a performance é uma agressão à família. Terezinha Nunes, do PSDB, defendeu punição inclusive para a mãe da criança que interagiu com o artista. Edilson Silva, do PSOL, parabenizou André Ferreira por usar o Estatuto da Criança e do Adolescente como parâmetro para a discussão. Rodrigo Novaes, do PSD, disse que ficou clara a intenção da performance de chocar o público. Em nota, o Museu de Arte Moderna informou que a sala “estava devidamente sinalizada sobre o teor da apresentação, incluindo a nudez artística, seguindo o procedimento regularmente adotado pela instituição de informar os visitantes quanto a temas sensíveis.”