Divergências sobre atos do 7 de Setembro e anistia marcam Plenário

Em 08/09/2025
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As manifestações em favor da anistia dos presos do 8 de janeiro e o desfile de 7 de setembro, realizado em Brasília, foram tema de debates entre os deputados na reunião plenária desta segunda. O Coronel Alberto Feitosa, do PL, celebrou a realização de passeatas em várias cidades do país pedindo que os envolvidos nos ataques às sedes dos três poderes sejam anistiados. O parlamentar considerou as manifestações um sucesso de participação popular e comparou com o evento realizado pelo Governo Federal.

Os brasileiros não foram ver o presidente Lula, preferiram participar de um outro movimento. Eu digo sempre brincando que ontem em Brasília só tinha um ministro do Governo, presidente da Câmara ainda foi lá, mas o presidente do Congresso Nacional também não foi. E eu soube que Lula tinha dito que o Brasil é do povo brasileiro, mas o povo brasileiro não quer mais Lula.”

Doriel Barros, do PT, criticou o movimento pela anistia dos presos do 8 de janeiro. Ele enfatizou que a Constituição Federal não permite anistiar crimes hediondos e contra a ordem constitucional e o Estado democrático de direito. O petista ainda ressaltou que, segundo contagem realizada pela USP, somente cerca de 4 mil pessoas participaram da mobilização no Recife. Eu estou feliz porque na véspera da prisão de Bolsonaro, os bolsonaristas não tiveram força política para levar o povo para a rua. O povo brasileiro acordou e não vai se deixar mais se levar por uma narrativa mentirosa.” 

Joel da Harpa, do PL, e Pastor Cleiton Collins, do PP, apoiaram os movimentos pró-anistia. Collins ressaltou que muitos dos presos são inocentes e necessitam ser anistiados. Joel da Harpa afirmou que o desfile cívico de Brasília foi um fracasso e que os militares só estavam presentes porque foram obrigados. O parlamentar ainda registrou a entrega de novas pistolas e drones para as polícias militar, civil e penal de Pernambuco em cerimônia no Palácio do Campo das Princesas, nesta manhã.

Os avanços da educação estadual foram enaltecidos pela líder do Governo, deputada Socorro Pimentel, do União. Ela citou os investimentos na área e a conquista da medalha de prata pela equipe do Colégio da Polícia Militar de Pernambuco, na Olimpíada Nacional em História do Brasil. A parlamentar destacou também a construção de novas unidades educacionais, a exemplo de uma escola técnica no Recife e de uma creche em Araripina, no Sertão do Araripe.

Por fim, ressaltou o reforço da frota de ônibus escolares e a nomeação de mais de 600 profissionais para fortalecer a rede de ensino. Desde 2023, já são mais de 3.200 novos servidores da educação. Isso significa mais estrutura, mais capacidade de gestão, mais suporte aos professores e alunos. Isso é compromisso verdadeiro com a transformação da nossa educação.”

Izaías Régis, do PSDB, comemorou os 20 anos de história da Universidade Federal do Agreste de Pernambuco. Criada inicialmente como um campus da UFRPE em Garanhuns, ela se tornou uma universidade autônoma em 2016.  Régis destacou que a instituição é fonte de mão de obra qualificada e oportunidade de formação para os jovens do Agreste. Ele agradeceu ao presidente Lula por ter levado a instituição para o município.

Eu fiquei tão alegre, tão feliz em saber que participei desses grandes eventos, desse eventos que levaram para Garanhuns o desenvolvimento. Talvez poucas pessoas entendem o que é isso.” 

João Paulo, do PT, enalteceu a criação do Programa Gás do Povo, nova política do Governo Federal de distribuição de gás de cozinha. A iniciativa é uma versão aprimorada do já existente Auxílio-Gás, que agora passará a oferecer gratuidade na compra do botijão para famílias inscritas no CadÚnico. O botijão de gás, item essencial em qualquer lar, pesa de forma desproporcional no orçamento dos mais pobres. Com o programa, o Governo Federal garante o amplo acesso a esse direito fundamental que, para as famílias mais pobres, significa a diferença entre poder cozinhar diariamente ou não.”

O parlamentar também registrou participação na 31ª edição do Grito dos Excluídos e Excluídas, no último domingo, um ato em defesa da soberania nacional e contra a anistia para os presos do 8 de janeiro.