Deputados homenageiam 165 anos de emancipação de Caruaru

Em 18/05/2022
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O aniversário de 165 anos de emancipação política do município de Caruaru, no Agreste Central, foi o destaque dos pronunciamentos da Reunião Plenária da Alepe, nesta quarta. José Queiroz, do PDT, abriu o Pequeno Expediente ressaltando a beleza e a cultura da cidade que ele administrou por 18 anos, em quatro mandatos de prefeito. O parlamentar lembrou da importância das feiras do município para a cultura local e regional, com destaque para o artesão Mestre Vitalino que, segundo o deputado, é famoso em todo o mundo.

José Queiroz também assinalou a Feira da Sulanca, criada em seu primeiro mandato de prefeito e que, de acordo com ele, é fator de progresso para o estado, com mais de 10 mil feirantes e público estimado em mais de 100 mil pessoas. “Por isso, essa cidade é pujante, essa cidade tem motivo para comemorar o seu aniversário como um dos fatores de progresso do Estado de Pernambuco. Diversificou sua economia, ganhou dimensão em várias atividades e passou a se constituir não apenas a liderança do Agreste Central, mas, acima de tudo, um grande prestador de serviço. Porque sendo uma cidade regional, comporta serviços de saúde, de educação e assistência social que servem a toda uma região”.

Acompanharam José Queiroz nas homenagens a Caruaru os deputados João Paulo, do PT, “Quero começar fazendo uma saudação aos 165 anos de Caruaru, uma cidade hoje polo muito importante do ponto de vista regional”; Diogo Moraes, do PSB. “A gente deseja essas felicitações ao povo de Caruaru e a todos os caruaruenses que estão comemorando hoje os seus 165 anos”; e Henrique Queiroz Filho, do PP. “Quero registrar a minha felicidade em podermos hoje estar comemorando os 165 anos da cidade de Caruaru, que hoje desponta como uma das cidades que mais crescem não só em Pernambuco mas em todo Brasil”.

Isaltino Nascimento, do PSB, felicitou pais e professores da rede pública municipal de Paulista pela conquista obtida em negociação com a gestão municipal. De acordo com Isaltino, os  professores da cidade receberam reajuste de 33,24% nos salários, a partir deste mês, além de capacitação em educação especial para atender a uma demanda da população que necessita desse tipo de atendimento, eleição direta para diretores das escolas e a contratação de mais 108 professores aprovados em concurso público. Em aparte, João Paulo, do PT, destacou a importância da mobilização da classe trabalhadora no resultado obtido.

Diogo Moraes anunciou a inauguração da adutora do Alto Capibaribe que, de acordo com ele, vai abastecer nove cidades do Agreste Setentrional:  Santa Cruz do Capibaribe, Toritama, Jataúba, Taquaritinga do Norte, Vertentes, Frei Miguelinho, Santa Maria do Cambucá, Vertente do Lério e o distrito de São Domingos, em Brejo da Madre de Deus. O parlamentar parabenizou o governador Paulo Câmara e a diretoria da Compesa pelo investimento e criticou o Governo Federal que, segundo ele, tem sido extremamente lento na conclusão das obras da transposição do São Francisco.

“Porque o que vimos num período recente foi as grandes lentidões para se complementar alguns trechos da transposição do Rio São Francisco e ainda a lentidão do ramal do Agreste, que vai fazer aí a complementação da Adutora do Agreste. Mas, obviamente a Compesa, o Governo Eduardo e o Governo Paulo Câmara fizeram suas partes esperando o Governo Federal”. Diogo Moraes ainda lamentou que a fome tenha voltado à casa dos brasileiros e disse não suportar “ver um negacionista fascista tirando onda da cara das pessoas”, em referência ao presidente Jair Bolsonaro.

Doriel Barros, do PT, cobrou a criação de linhas de financiamento de kits de irrigação para a agricultura familiar e o retorno de programas federais de apoio à infraestrutura no campo, como o Luz para Todos, Água para Todos e outras políticas criadas nos Governos Lula e Dilma.

Henrique Queiroz Filho ressaltou o Dia Nacional de Combate ao Abuso de Crianças e Adolescentes. A data foi instituída no ano de 2000 para lembrar o caso do assassinato de Araceli, uma menina de oito anos que foi drogada, estuprada e morta por jovens de classe média alta, no dia 18 de maio de 1973, em Vitória, no Espírito Santo. Segundo o parlamentar, dados do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos indicam que o abuso ocorre na casa da vítima, que por medo do agressor, não denuncia. O deputado alertou que é de fundamental importância realizar mais debates sobre o tema.

Henrique Queiroz também parabenizou os realizadores do 14° Megacana, evento ocorrido nessa terça, em Carpina, na Mata Norte, com a participação de vários investidores e a apresentação de novos equipamentos usados pelo setor sucroenergético. João Paulo denunciou a agressão sofrida pelo ex-presidente da CUT e ex-prefeito de Olinda, Paulo Valença. Segunda nota lida pelo deputado, a vítima foi agredida por um vizinho “bolsonarista, que não gosta de petista”. De acordo com o parlamentar, a ocorrência é um exemplo do que pode se intensificar durante o período das eleições presidenciais deste ano.

O petista também se solidarizou com os trabalhadores do polo automotivo de Goiana, na Mata Norte, que, de acordo com ele, foram vítimas de ameaças e intimidações. João Paulo contou que o sindicato da categoria, o Sindimetal, promoveu uma paralisação cobrando o cumprimento de um acordo que previa o pagamento de uma bonificação de R$ 850,00 a todos os trabalhadores do polo, cerca de 14.600 profissionais. E ainda denunciou que os sindicalistas receberam ameaças do setor de inteligência da FIAT e da Polícia Militar de Pernambuco. Ele afirmou que a paralisação dos trabalhadores foi um fato histórico e cobrou que a PM cumpra o papel determinado em lei.

Em tempo de liderança, João Paulo retornou à Tribuna para celebrar o Dia Nacional da Luta Antimanicomial. Para o parlamentar, o processo de mais de 30 anos de conquistas necessárias está sob ameaça devido aos retrocessos ocorridos no Governo Bolsonaro. Segundo o deputado, O Ministério da Saúde lançou edital licitatório a fim de contratar hospitais psiquiátricos, o que, de acordo com ele, é um sinal do desmonte da política de saúde mental, iniciado em 2017, com o financiamento desproporcional das Comunidades Terapêuticas, em prejuízo dos Centros de Atenção Psicossocial, os CAPS.