Crimes de ódio e intolerância motivam debate entre parlamentares

Em 14/06/2016
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Violência motivada por uma cultura de ódio, machismo e preconceito, ou atos isolados cometidos por pessoas com transtorno mental? As motivações para o atentado que matou 50 pessoas no último domingo em Orlando, nos Estados Unidos, e o assassinato de uma mulher idosa, esfaqueada neste mês pelo marido em Caruaru, no Agreste Central, foram analisadas em Plenário. Edilson Silva, do PSOL, apontou semelhanças entre os crimes, que classificou como atos de intolerância:

“A transfobia, a LGBTfobia, a homofobia mata, o machismo mata, nós não estamos tratando aqui de uma postura social qualquer. O poder público e nós que somos formuladores de leis temos que ter essa clareza, de que o preconceito não causa apenas feridas psicológicas. Ele mata”.

Já o deputado Joel da Harpa, do PTN, acredita que a homofobia está mais relacionada a atos de discriminação do que de agressão física. Ele acrescenta que a questão não deve ser discutida com base na mente de um psicopata:

“No Brasil, isso não é normal, não é uma coisa que acontece sempre no Brasil. A gente sente que a discussão da homofobia no Brasil passa muito mais pela questão do preconceito do que na verdade pela agressão, e isso precisa ser bem discutido, para que a gente não faça apenas pelo calor da emoção”.

O deputado Pastor Cleiton Collins, do PP, e a deputada Priscila Krause, do Democratas, também analisaram os crimes. Collins defendeu o desarmamento e a cultura da paz. Já Priscila ressaltou o caráter educativo da Lei Maria da Penha, que pode ser adotada de forma a prevenir os feminicídios em Pernambuco.