CPI ouve sócio do Proex Nordeste

Em 04/05/2016
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FUNESO - Ligação com suposta empresa de fachada. Foto: Jarbas Araújo

FUNESO – Ligação com suposta empresa de fachada. Foto: Jarbas Araújo

A CPI das Faculdades Irregulares ouviu, nesta quarta, o testemunho de Dárley Gleysson Vasconcelos de Lima, sócio majoritário do Proex Nordeste, uma das empresas investigadas. Em depoimento marcado por contradições e lacunas, ele afirmou que a organização atua apenas com cobrança de mensalidades em parceria com a Funeso, uma das faculdades sob investigação da CPI. Dárley Gleysson não soube informar detalhes sobre o local onde funciona a empresa. Disse que ia à sede, na cidade de Campina Grande, a cada quinze dias e que faturava R$ 14 mil por mês com a cobrança de mensalidades de 400 alunos, com preço médio de R$ 179. Vinte por cento desse valor ficaria com o Proex Nordeste e o restante, com a Funeso.

Para o vice-presidente da CPI, deputado Miguel Coelho, do PSB, o depoimento deixou evidente que o Proex Nordeste é uma empresa:

Ficou muito claro que a Proex Nordeste funciona de fachada, para que a Funeso possa receber as mensalidades de alunos que ela não deveria nem receber num primeiro momento. Como a CPI já apurou, a Funeso está proibida pela Justiça de funcionar, e de ter qualquer tipo de conta bancária para poder receber. O que a gente viu aqui pelo representante é que ele não tem a mínima noção de nada que acontece na empresa, ele não sabe quantos funcionários tem, não sabe como funciona a própria empresa, não sabe nem como é que fazem o repasse para a Funeso”.

Os deputados solicitaram a Dárley Gleysson o envio à CPI, no prazo de 24h, de documentos que comprovem os dados bancários e os repasses à Funeso.