Estudantes secundaristas da rede pública apresentaram à Comissão Especial de Combate à Fome denúncias sobre o fornecimento de merenda. A reunião, realizada nesta quarta, ouviu relatos sobre a falta de refeições nas escolas e a má qualidade do alimento oferecido pelas instituições de ensino.
Representante da União Metropolitana de Estudantes Secundaristas UMES, Roberta Pontes afirmou que, em muitos casos, a merenda é a única alimentação dos alunos. Estudante da Escola Técnica Dom Bosco, no Recife, ela falou sobre as reclamações recorrentes. “Daí tem escolas que eles não conseguiram garantir nenhuma merenda e liberam os estudantes sem receber nenhuma merenda básica, e tem escolas que falam muito sobre como está a qualidade da merenda, tem estudante só comendo sardinha a semana inteira, tá comendo bolacha com suco, e aí são muitas coisas diferentes que estão se perpassando na realidade das nossas escolas”.
Ingrid Vitória, aluna da Escola de Referência em Ensino Médio João Bezerra, também no Recife, disse que muitas vezes a merenda não é entregue em número suficiente para todos os estudantes. Ela disse que é comum vir a quantidade errada, e alguns alunos ficarem sem refeição. Relator da Comissão Especial, o deputado Doriel Barros, do PT, frisou a importância de ouvir as estudantes. A presidente do Colegiado, deputada Rosa Amorim, do PT, anunciou que vai protocolar um projeto para que o Estado forneça a primeira merenda aos alunos.
“A gente precisa entender que a fome voltou ao nosso estado e a escola é parte fundamental nessa questão de diminuição da fome para as famílias, e a gente acha que é importante que os estudantes tenham uma primeira alimentação garantida ao chegar dentro da escola, porque o que mais chega pra gente de reclamação é que chega às dez horas e os estudantes já não conseguem mais prestar atenção aos estudos porque estão com fome”.
João Paulo Costa, do PCdoB, também presente na reunião, declarou que vai protocolar outra proposta relacionada ao tema. A iniciativa é para incluir a entrega de merendas às 27 unidades da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais, APAE, em todo o estado.
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