Cidadania ouve diretora do Hospital Barão de Lucena sobre marcação de consultas

Em 17/03/2016
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Objetivo do debate foi esclarecer números apresentados no balanço de atendimentos do hospital em 2015. Foto: Jarbas Araújo

A diretora do Hospital Barão de Lucena, Carla Albuquerque, participou da reunião do colegiado de Cidadania nesta quinta. A gestora prestou esclarecimentos sobre o número de consultas ambulatoriais e de cirurgias eletivas realizadas na unidade. Em dezembro do ano passado, a Comissão Parlamentar recebeu relatório do Conselho Local de Saúde, entidade da sociedade civil que atua na fiscalização. De acordo com o documento, desde dezembro de 2014, o Hospital não abria marcação de consultas e cirurgias nas áreas de mastologia, proctologia e clínica geral.

A diretora do Hospital Barão de Lucena discordou das informações apresentadas pelo Conselho. Carla Albuquerque mostrou dados obtidos por meio do sistema informatizado de atendimentos do Barão de Lucena. De acordo com a gestora, foram realizadas 2.806 cirurgias gerais e 9.690 consultas, somente no ambulatório de mastologia.

Para Carla Albuquerque, a fiscalização do Poder Legislativo ajuda na melhoria dos serviços de saúde. “Todos temos o mesmo objetivo, que é prestar assistência à população, prestar uma assistência de qualidade. E, se há alguma dúvida, se há alguma dificuldade de esclarecimento, que a Assembleia, dentro da Comissão de Cidadania e Justiça, sirva de intermediação.”

Membro do Conselho Local de Saúde, Jorge Gomes também participou da reunião. Ele disse que o mais importante é contar com o respaldo da Assembleia para fiscalizar o atendimento recebido pela população nos hospitais. “Vamos levar a contestação dos números apresentados. Porque, o que a diretora apresentou, ela está no direito de apresentar, e nós estamos no direito de fazer esse questionamento.”

O deputado Lucas Ramos, do PSB, que conduziu a ouvida da gestora, destaca a atuação da Comissão de Cidadania na coleta e apuração de  denúncias vindas da população. “É apurando as denúncias que são apresentadas por populares, através de pessoa jurídica, sociedade organizada ou através de representantes como membros do Conselho Estadual de Saúde, que esta Casa se mostra bastante democrática, preocupada em ouvir a população e fazer os encaminhamentos devidos.”

Na reunião, ainda foram distribuídas 15 matérias para análise dos deputados do colegiado e aprovados sete projetos. Entre eles, o que obriga lojas e supermercados a disponibilizar local específico para alimentos destinados a diabéticos e a pessoas com intolerância à lactose.