Atraso nas obras das barragens em Pernambuco gera debate no Plenário

Em 31/05/2017
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Uma nota do Ministério da Integração Nacional contradiz a versão do Governo de Pernambuco sobre a razão do atraso na entrega de quatro barragens prometidas em 2010 para impedir enchentes no estado. Das cinco obras anunciadas, apenas Serro Azul, em Palmares, na Mata Sul, foi concluída. De acordo com o governo estadual, o motivo foi que a União não repassou as quantias necessárias. Já o comunicado do Ministério, divulgado na última terça pela Agência Brasil, aponta que problemas no projeto das construções motivaram a devolução das verbas. A notícia foi repercutida em Plenário nessa quarta, pelo deputado Edilson Silva, do PSOL. “Duas Barragens, a de Gatos e de Panelas, foram por erro de projeto. A nota também diz que a barragem de Guabiraba não foi feita porque o Governo não priorizou a construção. Por fim, a barragem de Igarapeba, que o projeto inicial não pode ser levado adiante porque o Governo do Estado pediu um aumento da ordem de R$ 63 milhões para a realização dessa barragem.”

O líder da bancada Governista, deputado Isaltino Nascimento, do PSB, declarou que a nota do Ministério da Integração Nacional é falsa e destoante do diálogo estabelecido entre os Governos estadual e federal, inclusive na elaboração do projeto das barragens. “Local da barragem, tamanho da barragem, estrutura da mesma, capacidade da mesma… Todas elas foram discutidas, tratadas em parceria com o Governo Federal, inclusive com o próprio Ministério da Integração. Haja vista que a decisão foi de que metade dos valores seriam custeados pelo Governo do Estado e metade dos valores pela União. Todo o investimento e energia do Governo estadual foi exatamente para a conclusão da barragem de Serro Azul, que custou R$ 500 milhões.”

De acordo com Nascimento, Pernambuco pagou mais da metade do valor acordado para a construção de Serro Azul. O socialista ainda afirmou que o estado sofreu um corte de verbas da União por perseguição política, quando em 2013, decidiu não apoiar a reeleição de Dilma Roussef. O líder governista também declarou que espera explicações do Ministério da Integração Nacional. Em apoio, o deputado Tony Gel, do PMDB, destacou que de 2010 a 2017, sete ministros assumiram a pasta, o que provocou descontinuidade dos programas já acordados. O líder da Oposição, Sílvio Costa Filho, do PRB, solicitou um posicionamento oficial do Poder Executivo de Pernambuco, e ressaltou que o momento é ruim para um embate com o Governo Federal.