Em 2022, mais de 33,1 milhões de brasileiros estavam em situação de insegurança alimentar, de acordo com um estudo realizado pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional. O levantamento traçou um panorama da questão levando em consideração o agravamento provocado pela pandemia da Covid-19, em todas as regiões do País.
A realidade espelhada pelos índices levantados no estudo foi lembrada nesta terça, na Assembleia Legislativa, durante a instalação da Comissão Especial de Combate à Fome. O novo grupo parlamentar terá o objetivo de fomentar o debate sobre a fome em Pernambuco e auxiliar no desenvolvimento e acompanhamento de políticas públicas voltadas para a questão. A formação do grupo foi proposta pela deputada Rosa Amorim, do PT, que vai presidir o colegiado temporário.
Durante a instalação, a parlamentar falou sobre os índices e lamentou que, em Pernambuco, dois milhões de pessoas estão sem acesso à alimentação adequada. “A cada dez pernambucanos, quatro estão em uma situação de insegurança alimentar. A gente precisa de um olhar mais atento do Poder Público, especialmente do Executivo. Pretendemos cobrar ações, projetos mais assistencialistas, visando a agricultura familiar e as periferias, para que possamos ter um projeto de combate à fome no campo e nas cidades”.
Também integrante da Comissão, Dani Portela, do PSOL, afirmou que a maioria das pessoas em insegurança alimentar são mulheres, mães e de áreas periféricas, defendendo a urgência de se tratar do assunto. Os demais membros titulares do grupo são: Luciano Duque, do Solidariedade, que assumiu a vice-presidência; Doriel Barros, do PT, eleito como relator, e Izaías Régis, do PSDB.
A primeira atividade da Comissão Especial de Combate à Fome será o Seminário da Agricultura, a ser realizado em abril, na Alepe.
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