A superação da violência é o tema da Campanha da Fraternidade em 2018. Realizada todos os anos pela Igreja Católica no período da Quaresma, entre a quarta-feira de Cinzas e a Páscoa, a iniciativa foi debatida no Grande Expediente Especial dessa quinta.
O Coordenador de Pastorais da Arquidiocese de Olinda e Recife, Padre Josenildo Tavares, disse que uma das preocupações é com a naturalização da violência: “Não se sente mais na obrigação de procurar meios para superá-la. É um pecado social, é nosso, não é meu nem é seu, é nosso, e que nós somos chamados, pelo exercício da Quaresma, a superá-lo”.
Ele destacou números que mostram como a violência está arraigada na sociedade, a exemplo do entendimento de que os direitos humanos atrapalham, e apontou para os perigos da intolerância em meio às diferenças.
A Campanha da Fraternidade é realizada pela Confederação dos Bispos do Brasil, CNBB, desde a década de 1960 e envolve todas as comunidades cristãs católicas e ecumênicas do país. Na Quarta-feira de Cinzas, foi divulgada uma mensagem em que o Papa Francisco pede aos brasileiros que promovam a cultura da paz, em que não há lugar para o ressentimento, a raiva e a vingança.
No entendimento da deputada Teresa Leitão, do PT, que solicitou o Grande Expediente Especial, a campanha desafia a sociedade a enfrentar os problemas que nos impedem, como sociedade, de ter uma vida plena: “Ao dar essa dimensão social à campanha da fraternidade, a CNBB acerta. Acerta em querer realmente nos envolver como sociedade no enfrentamento a essa questão, amparados e referenciados na humanização da sociedade”.
A parlamentar destacou os diversos tipos de violência, como a praticada contra a população LGBT, trabalhadores rurais em conflitos no campo, e pessoas em situação de vulnerabilidade.
Já Terezinha Nunes, do PSDB, criticou a exposição excessiva de cenas violentas na mídia e defendeu que a resposta para a violência não deve ser mais violência, nem a liberação do porte de armas.
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