Assembleia comemora Dia Estadual da Liberdade Religiosa

Em 18/05/2016
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A Assembleia Legislativa celebrou nesta quarta, o Dia Estadual de Liberdade Religiosa, comemorado em 25 de maio. A data foi instituída por uma lei estadual aprovada em 2013 e foi lembrada em Reunião Solene a pedido do deputado Odacy Amorim, do PT. Ele é autor do projeto que incluiu a data no calendário de eventos do Estado.  

Segundo o parlamentar, a comemoração é importante para estimular o debate sobre as diferenças religiosas e o combate ao preconceito contra qualquer tipo de religião. Amorim lembrou que o Brasil não está entre os países com maiores índices de intolerância religiosa, mas destacou que as denúncias têm crescido, principalmente contra as religiões de matriz africana:

“O continente africano já sofreu muito  ao longo da história, vítima de todo o tipo de exploração e preconceito, e em boa parte dos países africanos os cristãos têm liberdade para pregar o evangelho. Eles também precisam de liberdade para exercer a sua fé aqui no Brasil”.

Em Pernambuco, 65,9% da população é formada por católicos, 20,3% por evangélicos, 10,4% se consideram sem religião, 1,4% espíritas e 0,12% da Umbanda. 1,6% fazem parte de outros grupos religiosos. As informações são do Censo 2010, realizado pelo IBGE. O presidente da Comissão de Liberdade Religiosa da OAB Pernambuco, Paulo de Tarso, afirmou que a discriminação religiosa no Brasil acontece de forma velada, e ressaltou que as liberdades individuais devem ser respeitadas. Ele enfatizou que a Constituição Federal garante aos cidadãos o direito à liberdade de manifestar crenças.

“Existe esse preconceito, esse racismo, de forma subjetiva. Ela é bem tênue, mas constante. Ela reflete hoje, de uma forma geral, as formas de convivência e de respeito entre as pessoas. A intolerância religiosa caminha tal qual o preconceito contra o negro e contra o índio”

Durante a solenidade, representantes das igrejas católica e evangélica, da doutrina espírita, além das religiões de matriz africana se pronunciaram. Eles defenderam a tolerância e a fraternidade entre os diferentes credos.