Deputado alerta sobre possível paralisação de caminhoneiros com alta dos combustíveis

Em 18/03/2026
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Os possíveis desdobramentos da alta nos preços dos combustíveis marcaram pronunciamento do deputado Coronel Alberto Feitosa, do PL, na reunião plenária da Alepe, nesta quarta. O parlamentar criticou as medidas anunciadas pelo Governo Federal para conter o aumento. Ele afirmou que o decreto que zera a alíquota do PIS/Cofins para o diesel é insuficiente, uma vez que, além de não incluir o álcool e a gasolina, a Petrobras anunciou, na sequência, um aumento no valor do diesel maior que o desconto.

O parlamentar também afirmou ter depoimentos de caminhoneiros dizendo que vão iniciar uma paralisação em Pernambuco, a partir desta quinta. Não estou aqui querendo fazer nenhum estardalhaço, nem querendo levar terror ou pânico, mas se preparem. O que vai acontecer amanhã é a paralisação dos caminhoneiros, e isso significa desabastecimento.”

Coronel Alberto Feitosa também cobrou a valorização da segurança pública em Pernambuco e defendeu o reajuste da remuneração da guarda patrimonial. Ele criticou o Governo do Estado diante da falta de respostas às demandas da categoria.

João Paulo, do PT, defendeu o fim da escala 6×1. O parlamentar citou pesquisa divulgada pelo instituto Datafolha no último dia 14, segundo a qual, 71% das pessoas são favoráveis à redução dos dias de trabalho semanais. “O fim da escala 6×1 não é apenas um ajuste no relógio de ponto. É um avanço civilizatório, é o reconhecimento de que o tempo de descanso também é direito, que  a saúde mental também é direito, de que a convivência com os filhos, com a família também é direito e para milhões de mulheres brasileiras avançar nessa pauta significa começar a enfrentar de maneira concreta a justiça histórica da dupla jornada.”

Joel da Harpa, do PL, se posicionou contra a eleição da deputada Erika Hilton, do PSOL de São Paulo, para a presidência da Comissão da Mulher da Câmara Federal. O parlamentar afirmou que partidos de esquerda estão tentando desvirtuar a defesa de pautas femininas. “A Comissão da Mulher não pode ser desvirtuada, não pode se resumir a uma discussão ideológica porque temos agora uma mulher trans. E o que é ser trans? Essa discussão é perigosa no campo da segurança porque uma pessoa pode dizer que se identifica como mulher e entrar num banheiro feminino para estuprar.”

Dani Portela, do PSOL, acusou o parlamentar de transfobia e pontuou que o plenário não pode ser usado para divulgação de discursos de ódio. Numa Casa com 49 deputados, apenas 6 mulheres eleitas e vir agora um deputado representar as mulheres e se indignar do que ele considera ou não considera ser mulher. Não use essa tribuna para aprofundar um discurso de ódio que aumenta os números de trans feminicídio. É o país que mais mata corpos como o de Erika há 15 anos.”

Dani Portela também repudiou projeto de lei da deputada federal Clarissa Tércio, do PP de Pernambuco, que torna voluntária a participação no estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena nos estabelecimentos de ensino fundamental e médio. A parlamentar classificou a iniciativa como retrocesso.

Socorro Pimentel, do União, anunciou filiação ao PSD, Partido Social Democrático. O gesto, realizado em conjunto com outros seis parlamentares da Casa, tem o intuito de fortalecer a base para a disputa da reeleição de Raquel Lyra ao Governo do Estado. “Na política ninguém dá um passo como esse por acaso, ninguém muda de partido sem ter clareza de onde está pisando e principalmente de quem está conduzindo esse caminho. E o que nos moveu  foi a segurança de estar ao lado de uma liderança firme, equilibrada e comprometida com resultados.”

Cayo Albino, do PSB, denunciou a redução no número de matrículas em escolas estaduais de tempo integral, área em que, segundo ele, o Estado já foi referência. Cayo criticou ainda a falta de avanços em promessas do Governo e a ausência de respostas concretas para os problemas apontados por ele. “Infelizmente, até agora o avanço nessa área está muito distante do que foi prometido. Além disso, as denúncias que continuam chegando, os relatos sobre as dificuldades de infraestrutura, os desafios em serviços básicos, o que demonstra que olhar para a educação com a prioridade e com a seriedade que o assunto exige.”