Alepe, Tribunal de Justiça e Governo do Estado promovem campanha de adoção

Em 28/11/2017
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A campanha “Adote: adotar é saber deixar alguém te amar” é uma iniciativa conjunta da Alepe, do Tribunal de Justiça de Pernambuco e do Governo do Estado, além do Ministério Público, da Defensoria Pública e de entidades de apoio à adoção. O lançamento ocorreu nessa terça no Palácio da Justiça, e contou com a presença dos chefes dos três Poderes.

Pernambuco está entre os cinco estados do País com maior número de adoções realizadas. Em 2016, foram 103 meninas e meninos adotados. A ação tem o objetivo de ampliar a quantidade de adoções por meio da divulgação de informações sobre o processo e do incentivo à adoção tardia, quando a criança ou adolescente escolhido tem entre três e 17 anos. O presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Leopoldo Raposo, disse que a promoção do vínculo familiar é a maior meta: “Essas crianças, quando adotadas, criam um vínculo familiar, passam a ter afeto e afeição, a receber amor por parte daqueles que adotam.”

De acordo com o presidente da Alepe, deputado Guilherme Uchoa, do PDT, o coordenador da Infância e Juventude, desembargador Luiz Carlos Figueiredo, propôs a parceria entre o Judiciário e o Legislativo. “A Assembleia Legislativa incorporou o projeto, deu início à iniciativa e o Governo do Estado, o Ministério Público, a Defensoria Pública e a sociedade em geral abraçaram essa causa muito nobre.”

Para o desembargador Luiz Carlos Figueiredo, é importante conscientizar a população de que o amor entre adotado e adotante independe da idade:“É preciso que se mostre que para dar e receber amor a questão da idade não pode ser predominante. É fundamental que haja afeto, que haja interesse e a campanha faz esse elo com a sociedade.”

O apadrinhamento afetivo é outro aspecto divulgado pela iniciativa. É um programa que liga crianças e jovens institucionalizados a padrinhos e madrinhas que não têm interesse em adotar, mas estão disponíveis para construir um vínculo de afeto e apoio. O governador Paulo Câmara ressaltou a necessidade das informações sobre o processo de adoção e sobre o apadrinhamento estarem ao alcance de todas as pessoas: “É muito importante dar esclarecimentos sobre a forma de adoção, sobre o apadrinhamento. As informações precisam chegar na população. A gente conversa com muitas pessoas que desconhecem o Cadastro Nacional de Adoção e como podem ajudar. É como a própria campanha diz: ‘dar amor e receber amor’.”

Empresas de comunicação também participam da campanha por meio da veiculação de filmes publicitários, spots de rádio e informes impressos. Para adotar uma criança é preciso procurar a Vara da Infância e Juventude da comarca onde se reside e passar pelo processo de habilitação. É necessário também participar de cursos preparatórios antes da inclusão do nome no cadastro de adotantes.