Com mais de duas mil e cem unidades espalhadas pelos municípios brasileiros, a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais, Apae, oferece assistência nas áreas de saúde, educação e defesa dos direitos das pessoas com deficiência intelectual e múltipla. Representantes das 22 Apaes em Pernambuco realizaram, nessa sexta, o 1º Congresso Estadual das Apaes. O objetivo foi discutir protagonismo, fortalecimento da família e formas de buscar parcerias. O evento foi realizado no Recife e contou com a presença do presidente da Alepe, deputado Guilherme Uchoa, do PDT. Ele defendeu a necessidade de ações que possam sensibilizar o poder público e a iniciativa privada para a importância de contribuir com o trabalho. “Eu acho que é um movimento que mexe muito com os sentimentos das pessoas, mas de pouca divulgação e de muito pouco apoio dos poderes públicos.”
Divulgar campanhas e realizar um estudo de viabilidade sobre o direcionamento de recursos de emendas parlamentares foram algumas das sugestões propostas por Uchoa.
A procuradora da Alepe, Juliene Viana, apresentou ações que já estão sendo desenvolvidas pela Assembleia, a exemplo das cartilhas sobre o Transtorno do Espectro Autista e sobre a Síndrome de Down. As publicações reúnem informações que vão desde a detecção precoce até os direitos garantidos por lei. “O entendimento da Assembleia é que as políticas públicas não podem ficar restritas só ao Executivo. O tema da inclusão, da deficiência, ele é tão vasto, tão importante, que todos têm que colaborar de alguma forma.”
Ela sugeriu que a Escola do Legislativo promova um curso de educação inclusiva para os profissionais das Apaes, a exemplo do que já foi oferecido para professores das redes pública e particular.
Para a presidente da Federação Estadual das Apaes de Pernambuco, Amélia Borges, o fortalecimento da parceria com o poder público é essencial para atender à demanda com o aparecimento dos casos de microcefalia relacionada ao Zika Vírus. “Nenhuma Apae hoje, no Estado, ela consegue uma parceria que dê substância para que ela consiga manter a Apae atendendo da forma que a gente sonha e que a gente precisa.”
Em Pernambuco, quase 3.600 crianças recebem assistência da Apae.
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