Alepe divulga movimento “Maio Amarelo” de prevenção de acidentes de trânsito

Em 04/05/2017
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A Alepe debateu as ações de prevenção e combate à violência no trânsito no Grande Expediente Especial dessa quinta. O encontro, solicitado pelo deputado Eduíno Brito, do PP, faz parte da Campanha Maio Amarelo, que ocorre em mais de 20 países e, em 2017, aborda o tema “A minha escolha faz a diferença”. De acordo com o parlamentar, os custos com o tratamento e a reabilitação de vítimas de acidentes de trânsito são altos e seria mais barato investir em educação e fiscalização. “Acho que isso é uma maneira de se economizar em relação aos cuidados com as vítimas, além de poupar a vida das pessoas.” 

Beber e dirigir, usar o celular ao volante, guiar em excesso de velocidade, não usar o cinto de segurança e transportar crianças fora da cadeirinha apropriada são atitudes a serem corrigidas para evitar acidentes e mortes. Dados apontam que mais de 40 mil pessoas morrem por ano no Brasil devido a fatalidades no trânsito. No mundo, os desastres envolvendo carros são a principal causa de morte de jovens entre 15 e 29 anos de idade. Em 2014, duas mil pessoas morreram em Pernambuco por esse motivo.

De acordo com o representante estadual do Movimento Maio Amarelo, Carlos Vale, o objetivo da campanha é conscientizar e promover a reflexão sobre as pequenas atitudes de motoristas, motociclistas, pedestres e passageiros que podem reduzir o número de acidentes. “É o nosso comportamento no trânsito, são as nossas atitudes de avançar o sinal ou não, exceder a velocidade ou não. Então tudo parte de não procurar desculpas e não procurar levar para terceiros qualquer responsabilidade que exista por um problema.” 

Participaram também da reunião o presidente do Detran-PE, Charles Ribeiro, representantes da Polícia Rodoviária Federal, da Secretaria Estadual de Saúde, do Conselho Estadual de Trânsito e do Sindicato dos Condutores de Ambulâncias de Pernambuco. Essa última categoria profissional denunciou a falta de fiscalização dos veículos de prefeituras, vereadores e hospitais públicos e privados. De acordo com os motoristas, os carros fazem o transporte de pacientes com portas, espelhos retrovisores e outros equipamentos quebrados ou em estados inadequados de conservação. O sindicato sugeriu um projeto de lei para sistematizar inspeções e estabelecer multas para as irregularidades, além da realização de cursos para formação de condutores.

O deputado Eduíno Brito solicitou que as demandas sejam formalizadas à Frente Parlamentar de Trânsito e Transporte.