Encerrado o período de recesso parlamentar, a Assembleia Legislativa de Pernambuco realizou, nesta quinta, a primeira reunião ordinária do segundo semestre de 2024. O presidente da Alepe, deputado Álvaro Porto, do PSDB, afirmou que a Casa vai trabalhar para conciliar compromissos das campanhas municipais que se aproximam com as atividades legislativas. No discurso de abertura, ele também fez um balanço do primeiro semestre: foram realizadas 67 reuniões ordinárias, com a aprovação de 165 normas; 1714 indicações e 644 requerimentos, incluindo pedidos de informação a autoridades diversas.
“Os números reforçam o dinamismo e comprometimento das comissões e do Plenário da Casa, e assim vamos seguir: legislando, mas também fiscalizando e cobrando do Governo a devida aplicação dos recursos públicos e dos valores conseguidos pelos empréstimos aqui autorizados”.
Porto destacou a intenção de ampliar ações de cidadania, a exemplo do programa Alepe Cuida, que já iniciou a agenda do segundo semestre nos dias 24 e 25 de julho, com atendimentos em saúde e emissão de documentos, entre outros serviços de inclusão social no município de Gravatá, no Agreste Central. O presidente encerrou o discurso destacando a manutenção do diálogo e da harmonia entre as bancadas partidárias, além da valorização da autonomia do Poder Legislativo.
Por fim, anunciou que as reuniões plenárias, durante o período eleitoral, acontecerão nas terças e quartas-feiras. Os projetos de lei do Poder Executivo que motivaram a convocação extraordinária durante o recesso continuam a tramitar, agora no período ordinário.
Além do discurso de Álvaro Porto, o Plenário desta quinta contou com pronunciamento do deputado Gilmar Júnior, do PV, que lembrou os 10 anos da morte do escritor paraibano Ariano Suassuna. O parlamentar enalteceu o artista e as suas obras, como O Auto da Compadecida e A Pedra do Reino. Ele ainda salientou a importância de cuidar do legado do escritor. “Falar sobre Ariano, é falar sobre herança, o legado artístico, que fascina, inspira e divulga a nossa terra, o povo e a cultura. O legado humano que nos ensina a sobriedade necessária para encarar o problema da vida, inclusive os sociais, sem perder a leveza”.
O deputado também destacou que é necessário representantes da sociedade olhar para Pernambuco como Ariano olhava. “Para nós, que representamos o nosso povo, do litoral ao sertão, é preciso ativar o modo Ariano de ser, com a língua afiada para apontar as injustiças, inteligência para fazer a diferença, e com os olhos e corações bem abertos, para enxergar toda a nossa riqueza e potencial. Sem precisar sair do canto, Ariano Suassuna representou o nosso Estado”.
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