A aprovação do projeto de lei conhecido como Despejo Zero, caso seja concretizada na Alepe, será uma vitória dos movimentos sociais que atuam no direito à moradia. A avaliação foi da deputada Jô Cavalcanti, representante do mandato coletivo Juntas, do PSOL, durante a Reunião Plenária desta quinta. A medida suspende o cumprimento de mandados de reintegração de posse e despejos enquanto durar o estado de emergência em razão do novo coronavírus. Conforme a parlamentar, 1.300 famílias já foram removidas durante a pandemia em Pernambuco, e outras nove mil estão sob ameaça.
A proposta estava na Ordem do Dia desta quinta, mas não pôde ser votada, após pedido de verificação de quorum do líder da Oposição, Antônio Coelho, do Democratas. Como apenas 13 deputados se manifestaram, a decisão da presidência dos trabalhos foi adiar a deliberação desta e de todas as matérias da pauta para a próxima Reunião Plenária, já que seriam necessárias 25 presenças.
Doriel Barros, do PT, repudiou situação de insegurança vivida por famílias camponesas na Zona da Mata. O deputado apontou violações como ameaças e a destruição de plantações. “E grande parte dessas pessoas, por ironia do destino, são credoras dessas usinas falidas da Zona da Mata, e eles são donos da terra por direito porque são credores, e essas pessoas agora estão sendo expulsas de suas terras com o argumento de que são invasoras”.
Doriel Barros pediu posicionamento da Alepe a favor dos trabalhadores e sensibilidade do Poder Judiciário na emissão de liminares.
José Queiroz, do PDT, comemorou a retomada da economia possibilitada pelo avanço da vacinação e queda dos números diários de mortes. Ele pediu ao governador Paulo Câmara para ampliar o horário do funcionamento de bares e restaurantes e de música ao vivo no Estado. Outro tema abordado no pronunciamento do pedetista foram as declarações do presidente Jair Bolsonaro pondo em dúvida a segurança do processo eleitoral.
Laura Gomes, do PSB, lamentou informação divulgada pelo ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, de que Pernambuco vai ficar fora do projeto da ferrovia Transnordestina. “Diante de toda a luta, de todos os estudos técnicos, de toda a mobilização política e social, todo o investimento público, aí vem o presidente Bolsonaro tensionar mais uma vez o povo pernambucano e nordestino dando as costas à realização do ramal para Pernambuco. Isso é imoral”.
A parlamentar considera que o povo pernambucano está sendo punido por se opor ao que considera retrocessos promovidos pelo Governo Federal.
Outro a criticar o presidente da República foi o deputado João Paulo, do PC do B. Na avaliação do parlamentar, a explosão da fome, o aumento do desemprego e o desmonte de programas voltados à agricultura familiar são alguns dos efeitos de medidas do Governo Bolsonaro, como a que extinguiu o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, o Consea.
As contribuições dos imigrantes japoneses para a cultura brasileira foram exaltadas pelo deputado Professor Paulo Dutra, do PSB, a exemplo da influência na culinária. O parlamentar destacou a realização da Copa Brasil de Sushi, nos dias sete e oito de agosto, no Recife.
A inauguração de uma nova sede da OAB em Caruaru, no Agreste Central, foi festejada por Tony Gel, do MDB. O deputado representou a Alepe na solenidade, realizada no último mês de julho.
E ainda nesta quinta, os parlamentares respeitaram um minuto de silêncio para homenagear o ex-governador Joaquim Francisco, que morreu na última terça, vítima de câncer.
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