As dificuldades e os avanços na segurança pública de Pernambuco concentraram as discussões durante a Reunião Plenária dessa terça. O primeiro a abordar o tema foi o deputado Álvaro Porto, do PTB, que relatou uma série de visitas feitas a delegacias e postos policiais de 12 municípios de Pernambuco. O parlamentar enumerou os problemas encontrados, como precariedades na estrutura física, em viaturas e nos armamentos. Ele fez críticas à atual política de segurança pública e afirmou que a realidade é diferente da apresentada nas propagandas do Governo. “Fica claro que o combate à violência nunca foi e continua não sendo prioridade do governo de Paulo Câmara. A despeito dos discursos, do anúncio de investimentos, da nomeação de novos quadros, a realidade da violência – agravada por anos da negligência oficial – continua a ser sentida pelo pernambucano diariamente.”
Os deputados Edilson Silva, do PSOL; Sílvio Costa Filho, do PRB; José Humberto Cavalcanti, do PTB; Priscila Krause, do Democratas; Júlio Cavalcanti, do PTB; e Joel da Harpa, do Podemos; reforçaram as críticas. Eles ainda pediram mais investimentos em segurança e transparência na divulgação dos índices de criminalidade.
Já o líder do Governo, deputado Isaltino Nascimento, do PSB, destacou a redução nos números da violência em abril deste ano e as ações recentes em benefício do setor, como a formatura de 1300 novos policiais militares. Ele também ressaltou que Pernambuco foi o estado nordestino que mais investiu na área nos últimos três anos, com destinação de 10 bilhões de reais e com previsão de novos repasses. “Este ano nós aprovamos a lei orçamentária para 2018 com autorização desta Casa para gastarmos 4 bilhões de reais com relação à segurança pública. Isso é compromisso. Isso é fazer com que nós possamos ter a prioridade com relação às ações.”
O líder recebeu apoio de Waldemar Borges, do PSB, que criticou a bancada de Oposição por não trazer propostas, apenas questionamentos. Alberto Feitosa, do Solidariedade, destacou que Pernambuco consegue honrar os salários dos profissionais da segurança, diferente de outros estados. Rodrigo Novaes, do PSD, afirmou que as razões eleitoreiras não deveriam dominar o debate sobre um tema tão sério.
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